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Glossário de Trabalho Remoto

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Conteúdos

Quanto tempo dura o período de experiência?

Quais são os benefícios do período de experiência?

Como o período de experiência impacta o funcionário?

Como as empresas podem fazer uma gestão eficaz do período de experiência?

Como funciona o período de experiência em um contexto de trabalho global e remoto?

Quer saber mais sobre boas práticas de contratação e onboarding para criar equipes talentosas, onde quer que estejam?

O que é o período de experiência?

Um período de experiência é um período de tempo no início da relação de trabalho em que uma empresa testa novos funcionários para determinar se eles são adequados para o negócio. Ele também pode ser uma forma do funcionário avaliar a adaptação ao cargo e à empresa.

Geralmente, este período tem uma duração pré-acordada e oferece a ambas as partes a oportunidade de terminar o contrato com menos formalidades do que seria necessário após este período.

No Brasil, as empresas costumam optar por iniciar a relação de trabalho com um contrato de experiência, que cobre o período de experiência. Posteriormente, se a experiência tiver atendido às expectativas tanto do empregador quanto do funcionário, é criado um contrato de trabalho. 

Durante o período de experiência, o funcionário tem direito aos mesmos benefícios e direitos trabalhistas de um funcionário contratado por prazo indeterminado, como salário, 13º salário proporcional, férias proporcionais com adicional de 1/3 constitucional, recolhimento e saque do FGTS.

Quanto tempo dura o período de experiência?

A regulamentação do período de experiência varia de acordo com a legislação trabalhista de cada país e a duração pode variar amplamente, podendo ser estendida ou reduzida dependendo da posição ou acordo entre as partes. 

No entanto, podem existir limites máximos para a duração do período de experiência e, em alguns casos, regras específicas sobre a terminação do contrato de trabalho durante esse período. É importante que empregadores e profissionais estejam cientes das leis aplicáveis para evitar possíveis disputas judiciais.

No Brasil, por exemplo, o período de experiência costuma ser de 45 dias (podendo ter uma duração máxima de 90 dias), durante os quais o contrato pode ser rescindido por ambas as partes sem aviso prévio. Confira exemplos de como funciona este período em outros países:

  • Nos EUA, o período de experiência é muitas vezes conhecido como "probationary period". Durante esse tempo, empregadores e funcionários podem rescindir o contrato sem aviso prévio ou compensação. Por não ser regulamentado pelo governo federal, não há uma regra única para a duração do período de experiência, e a decisão muitas vezes depende das políticas internas da empresa.
  • No Reino Unido, o período probatório é geralmente de três a seis meses, durante o qual o contrato de trabalho pode ser encerrado com um aviso mais curto e sem a necessidade de uma razão específica.
  • No Canadá, os períodos de experiência variam por província, mas geralmente duram entre três e seis meses. Durante esse tempo, o empregador pode rescindir o contrato com um aviso mais curto.
  • Na Austrália, os períodos de experiência normalmente duram entre três e seis meses. Durante esse tempo, o empregador e o funcionário têm a flexibilidade de encerrar o contrato com aviso prévio mais curto.
  • Na Alemanha, o período de experiência, chamado "Probezeit", geralmente varia de um a seis meses. Durante esse tempo, tanto o empregador quanto o funcionário têm o direito de rescindir o contrato com um aviso prévio mais curto.
  • Na França, o período probatório é geralmente de dois meses, mas pode ser estendido para até quatro meses para cargos mais elevados. Durante esse tempo, o contrato pode ser rescindido sem aviso prévio.
  • Na Índia, os períodos de experiência geralmente variam de três a seis meses. Durante esse tempo, o contrato pode ser rescindido com aviso prévio mais curto.

Quais são os benefícios do período de experiência?

A inclusão do período de experiência nos processos de contratação é benéfica tanto para os empregadores quanto para os funcionários. Confira três principais vantagens:

  • Os empregadores podem determinar a adequação: os períodos de experiência permitem que os gerentes avaliem o desempenho do funcionário desde o início, minimizando o tempo dedicado a novos recrutas que podem não se adequar à função. Também é uma oportunidade de identificar possíveis colaboradores importantes ou de alto desempenho.
  • As empresas podem evitar perdas financeiras decorrentes de contratações ruins: a contratação de um funcionário que não tenha a eficiência ou as habilidades necessárias para fazer seu trabalho pode custar à empresa entre 1,5 e 3,5 vezes o salário anual do funcionário. Os períodos de experiência permitem que os empregadores identifiquem as más contratações e rescindam o contrato antes de perder uma quantia significativa de dinheiro.
  • Os funcionários têm a chance de serem notados: os funcionários podem provar a si mesmos mostrando suas habilidades durante o período de experiência e começar sua experiência de trabalho de forma positiva.

Como o período de experiência impacta o funcionário?

O período de experiência pode ter um impacto significativo na motivação do funcionário. Uma experiência positiva, com feedback construtivo e suporte adequado, pode aumentar a motivação e o engajamento. Por outro lado, uma falta de direção ou suporte durante este período pode levar à incerteza e à diminuição da motivação. É essencial que os gestores forneçam orientação clara e apoio durante este período.

Por outro, existem algumas boas práticas que os próprios funcionários podem adotar para maximizar o aproveitamento do período de experiência:

  • Estabelecer metas claras e procurar feedback regular
  • Demonstrar iniciativa e vontade de aprender
  • Aproveitar as oportunidades de treinamento e desenvolvimento oferecidas
  • Comunicar-se abertamente com seus gestores sobre desafios e sucessos

Ao fazer isso, os profissionais podem não apenas melhorar suas chances de sucesso, mas também acelerar seu desenvolvimento profissional.

Como as empresas podem fazer uma gestão eficaz do período de experiência?

Os gestores devem estabelecer critérios claros de avaliação desde o início do período de experiência. Isso pode incluir objetivos específicos de desempenho, competências comportamentais e a capacidade de integração à cultura da empresa. 

Para gerenciar efetivamente o período de experiência, as empresas devem:

  • Definir expectativas claras e comunicá-las no início do período
  • Fornecer treinamento e recursos necessários para o sucesso do empregado
  • Realizar reuniões de acompanhamento regulares para discutir progresso e preocupações
  • Encorajar a comunicação aberta e o feedback bidirecional
  • Avaliar o desempenho de forma justa e consistente

Implementar essas práticas pode aumentar as chances de uma transição bem-sucedida para um emprego permanente.

Um período de experiência bem gerido pode levar a uma melhor retenção de talentos, pois permite que ambas as partes avaliem a adequação antes de um compromisso de longo prazo. Um processo de onboarding eficaz, acompanhado de expectativas claras e suporte adequado, pode aumentar a satisfação do profissional e diminuir a rotatividade. Por outro lado, uma experiência mal gerida pode levar a desligamentos prematuros e a uma busca contínua por substitutos.

O sucesso de um período de experiência pode ser medido por meio de:

  • Alcance dos objetivos de desempenho estabelecidos para o profissional
  • Integração efetiva do profissional à equipe e à cultura da empresa
  • Feedback positivo de gestores e colegas de trabalho
  • Decisão mútua de continuar o emprego após o término do período

Como funciona o período de experiência em um contexto de trabalho global e remoto?

No contexto da contratação global, o período de experiência é uma ferramenta valiosa para avaliar como um funcionário se adapta a uma nova cultura empresarial e às exigências de um cargo internacional. Ele oferece uma oportunidade para que as empresas internacionais avaliem a competência intercultural e a capacidade de um profissional de trabalhar efetivamente em um ambiente global. 

Já o trabalho remoto apresenta desafios e oportunidades únicas durante o período de experiência. A falta de interação face a face pode dificultar a avaliação da integração do funcionário e da sua adaptação à cultura da empresa. Por outro lado, a eficácia no trabalho remoto pode ser um critério adicional de avaliação. É importante que os empregadores adaptem suas práticas de onboarding e avaliação para acomodar as nuances do trabalho remoto.

Quer saber mais sobre boas práticas de contratação e onboarding para criar equipes talentosas, onde quer que estejam?

Confira algumas dicas práticas da Deel e comece a colocá-las em prática agora.

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