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O que os líderes de RH estão priorizando em 2026 (e o que estão deixando para trás)
RH internacional

Autor
Paula Machado
Última atualização
29 julho, 2026

Table of Contents
Londres: a Deel Cup no Emirates Stadium
Nova York: o Policy Salon com Paul Ryan
Por que importa quem convoca a conversa
Existem reflexões sobre RH que atravessam décadas, válidas em qualquer contexto. E existem conclusões que só fazem sentido agora: volatilidade geopolítica, pressão de custos e a IA sentada à mesa das decisões.
Em 2026, os líderes de RH não confiam mais só em intuição ou em processos improvisados. Em vez disso, tomam decisões orientadas por dados, antecipam mudanças regulatórias e constroem equipes globais desde o primeiro dia.
É isso que temos ouvido nas conversas com líderes de RH ao redor do mundo — e o que veio à tona nos encontros presenciais da Deel nas últimas semanas.
O que estão deixando para trás: reagir ao talento em vez de se antecipar a ele

Começamos o ano com uma sequência de eventos de RH ao redor do mundo, reunindo líderes de RH e recrutamento para discutir, na prática, como a função está mudando.
A conversa se repete de cidade em cidade: o modelo antigo — esperar a rotatividade acontecer, reagir a uma crise de contratação ou correr atrás de uma mudança regulatória que já entrou em vigor — não sobrevive a um cenário de mudanças rápidas. Os times de RH que se destacam já têm um plano de contingência de talento pronto antes de precisar dele.
O que estão priorizando: cenários de talento construídos com antecedência, dados de mercado atualizados em tempo real e a capacidade de mover pessoas e contratações entre países sem perder meses pelo caminho.
O que estão deixando para trás: orçar por país

Muitas empresas ainda planejam o orçamento de RH país a país, tratando cada mercado como uma unidade isolada. Funciona quando as equipes são pequenas e concentradas. Mas vira obstáculo quando o talento está espalhado pela América Latina, Ásia-Pacífico e além.
Segundo o Global Hiring Report 2025 da Deel, o volume de contratações internacionais segue crescendo com força em mercados como Argentina, Brasil, México e Colômbia, entre outros. Quem ainda orça de forma fragmentada, país por país, perde a visão consolidada de custo total — e de onde o talento realmente performa melhor.
As lideranças de RH mais avançadas em 2026 já migraram para um orçamento global e unificado: comparam custo, produtividade e velocidade de contratação entre regiões, e realocam investimento para onde o retorno é maior.
O que estão priorizando: um orçamento único e comparável entre países, com dados centralizados para decidir, em tempo real, onde investir no próximo trimestre.
O que estão deixando para trás: implementar IA antes de resolver a fragmentação de dados
Em maio de 2026, em São Paulo, reunimos líderes de RH para um jantar de conversa aberta e sem filtros sobre o que realmente está funcionando — e o que não está — na adoção de IA dentro das áreas de RH.

A conclusão mais repetida na mesa: não adianta comprar as ferramentas de IA mais recentes se os dados de RH da empresa ainda estão espalhados entre planilhas, sistemas legados e processos manuais. A IA amplifica o que já existe, inclusive a fragmentação.
O Global Hiring Report da Deel reforça esse ponto: enquanto algumas empresas já conseguem responder a mudanças de força de trabalho em dias, outras ainda levam semanas só para reunir os dados de diferentes países e sistemas antes de tomar qualquer decisão.
As empresas que estão à frente em 2026 investiram primeiro em consolidar e limpar seus dados de RH, e só depois em camadas de IA por cima dessa base — não o caminho inverso.

O que estão priorizando: uma base de dados de RH unificada e confiável antes de qualquer investimento em IA, porque a inteligência artificial só é tão boa quanto os dados que a alimentam.
O que estão deixando para trás: separar a cultura da empresa da estratégia global
Londres: a Deel Cup no Emirates Stadium
Em Londres, reunimos líderes de RH no Emirates Stadium para a Deel Cup: futebol e conversa de negócio, lado a lado.

Longe de ser só um evento de relacionamento, o encontro confirmou uma tendência que já víamos se consolidar. As empresas que crescem de forma sustentável globalmente mantêm uma cultura consistente e reconhecível em cada mercado, sem tentar replicar a mesma experiência local em todo lugar.
Para os líderes de RH presentes, o desafio deixou de ser "como padronizar a cultura" e passou a ser "como manter os valores centrais da empresa reconhecíveis, permitindo que cada equipe regional os expresse à sua maneira".
Nova York: o Policy Salon com Paul Ryan
Em Nova York, organizamos um jantar mais reservado: o Policy Salon, com a presença do ex-presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Paul Ryan. O tema: o cenário regulatório e político que impacta direto as decisões de contratação global das empresas.

O tom foi direto: em um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, quem só reage às mudanças de política pública chega sempre atrasado. Quem se antecipa — acompanhando de perto as discussões regulatórias antes que virem lei — sai na frente na hora de estruturar contratações internacionais.
O que estão priorizando: uma estratégia de cultura e de expansão internacional construída em conjunto, com times de RH acompanhando de perto o cenário regulatório em vez de reagir a ele depois que a mudança já aconteceu.
Por que importa quem convoca a conversa
Um fio conecta todos esses encontros: o formato do evento já comunica uma mensagem. Reunir líderes de RH em volta de uma mesa de jantar, em um estádio de futebol ou em um salão de política gera um tipo de conversa franca e aprofundada que dificilmente acontece em um webinar ou numa conferência tradicional.
Em 2026, os líderes de RH mais influentes não são apenas os que têm acesso aos melhores dados. São também os que têm acesso às conversas certas, com as pessoas certas, no momento certo. É essa proximidade que buscamos construir em cada evento da Deel, no mundo todo.
O descarga el Global Hiring Report 2025 completo para explorar los datos de tu región:
Demonstração ao vivo
Veja um passo a passo ao vivo da plataforma Deel

FAQs
Que tipo de empresas participa dos eventos da Deel?
Os encontros são pensados para líderes de RH e finanças de empresas de médio e grande porte que gerenciam equipes em mais de um país. Os perfis mais comuns incluem CHROs, CFOs, HR Directors e diretores de operações globais.
Há apresentações de produto nesses eventos?
Não. O formato é pensado sem slides e sem pitch comercial. São espaços de troca entre pares, facilitados pela Deel, mas centrados nas conversas entre os participantes.
Como posso receber um convite?
Os encontros são por convite. Se você tiver interesse em participar de futuras edições, pode entrar em contato com o time diretamente pelo deel.com.
Em quais cidades a Deel organiza esses eventos?
Atualmente os eventos acontecem em cidades como Paris e São Paulo, com novas edições em outros mercados ao longo do ano.
Onde posso acessar o Global Hiring Report 2025 completo?
O relatório completo, com dados por região, cargo e tipo de contratação, está disponível para download gratuito em deel.com/recursos.

Paula lidera o Marketing da Deel no Latam. Com mais de uma década de experiência em startups, ela já comandou projetos de Inbound Marketing e Inside Sales para mais de 50 empresas. Defensora do trabalho remoto e flexível como o futuro do trabalho, Paula acredita que ele traz de volta a paixão e a humanidade às nossas rotinas, criando pontes entre fronteiras e unindo o mundo do trabalho. Nos intervalos para o almoço, você pode encontrá-la no mar, praticando kitesurf.














