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NR-1 atualizada: guia completo para adequação em 2026
Jurídico & Compliance

Autor
Michelle Cascardo
Última atualização
08 abril, 2026

Table of Contents
NR-1 atualizada: o que é e por que ela importa para o RH?
NR-1 atualizada: riscos psicossociais se tornam obrigatórios
Passo a passo do PGR: como adequar empresas à NR-1 atualizada
Penalidades e riscos jurídicos da NR-1 atualizada
Como a Deel garante compliance trabalhista no Brasil
O prazo da NR-1 atualizada acabou – agora é hora de agir
Principais conclusões
- A NR-1 atualizada torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais no PGR, exigindo atuação contínua e preventiva de todas as empresas com funcionários CLT.
- O não cumprimento pode gerar multas, ações do MPT e passivos trabalhistas relevantes, além de impactos na reputação e na gestão de pessoas.
- A Plataforma Deel ajuda empresas a manter compliance atualizado e automatizar processos, reduzindo riscos e garantindo mais segurança operacional.
NR-1 atualizada: o que é e por que ela importa para o RH?
A NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) é a base de todo o sistema brasileiro de Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Mesmo para quem não é especialista na área, como muitos profissionais de RH, entender essa norma é essencial. É ela que define as regras do jogo: como as empresas devem identificar, avaliar e controlar riscos no ambiente de trabalho. Na prática, todas as outras normas de segurança partem dela.
Um dos pontos centrais da NR-1 atualizada é o capítulo 1.5, que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso significa que toda empresa precisa ter um processo contínuo para:
- Mapear riscos ocupacionais (físicos, químicos, ergonômicos ou, mais recentemente, psicossociais)
- Implementar ações para preveni-los
A abrangência da NR-1 atualizada é total: aplica-se a empresas públicas e privadas, de qualquer porte ou setor, desde que possuam empregados sob regime CLT. Ou seja: desde startups até multinacionais com operações no Brasil, não há exceção – todas precisam estar em conformidade.
E é aqui que o RH ganha protagonismo. Tradicionalmente, a SST era vista como responsabilidade exclusiva do SESMT, mas esse cenário mudou. Com a NR-1 atualizada, cada vez mais se exige uma atuação conjunta entre RH, jurídico, compliance e liderança. Afinal, a gestão de riscos ocupacionais – como carga de trabalho excessiva, assédio ou falta de clareza organizacional – está fortemente atrelada à gestão de pessoas.
Com a atualização que entra em vigor em 26 de maio de 2026, esse papel se intensifica. A inclusão explícita dos riscos psicossociais no PGR coloca o RH no centro da estratégia de prevenção. Isso significa sair de uma abordagem reativa e adotar um acompanhamento contínuo.
E é aqui que ferramentas como a Plataforma Deel se destacam: com soluções que estruturam e centralizam processos de compliance e mantêm as empresas sempre atualizadas diante de qualquer mudança na legislação.
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NR-1 atualizada: riscos psicossociais se tornam obrigatórios
A NR-1 atualizada marca uma mudança importante – e, para muitas empresas, desafiadora – na gestão de saúde e segurança no Brasil. Agora, fatores psicossociais estão obrigatoriamente incluídos no gerenciamento de riscos.
A Portaria MTE 1.419/2024 alterou o capítulo 1.5 da norma e incluiu explicitamente, no item 1.5.3.1.4, os fatores de risco psicossociais. Por definição, são perigos que decorrem de problemas tanto na concepção como na organização e na gestão do trabalho e “que podem gerar efeitos na saúde do trabalhador em nível psicológico, físico e social”.
Na prática, isso significa que o PGR precisa ir além dos riscos físicos – e considerar também, de forma estruturada, aspectos ligados à forma como o trabalho é organizado e às relações no ambiente profissional. Ou seja, tudo que pode impactar a saúde física e mental dos colaboradores.
Situações antes tratadas como “culturais” ou “subjetivas” agora precisam ser formalmente mapeadas e gerenciadas no PGR. Alguns exemplos mais comuns:
- Sobrecarga de trabalho (volume excessivo ou ritmo acelerado)
- Prazos irrealistas
- Assédio moral
- Falta de autonomia
- Conflitos entre equipes
- Isolamento no teletrabalho
- Ausência de reconhecimento
- Atividades monótonas e repetitivas
- Acúmulo de demandas simultâneas
Todos passam a ser considerados riscos ocupacionais. Ou seja, exigem identificação, avaliação e plano de ação para que as empresas possam cumprir as normas de segurança nos termos da NR-1 atualizada.
O prazo para adequação já foi definido pela Portaria MTE 765/2025: 26 de maio de 2026. E vale ressaltar: o período educativo, que permitia uma adaptação gradual entre 2025 e 2026, já acabou. A partir de agora, a fiscalização tem caráter punitivo, o que aumenta as chances de autuações.
Outro ponto crítico: a obrigatoriedade universal. A implementação da NR-1 atualizada vale para todos. Não importa o porte da empresa, o setor ou o grau de risco – se existem funcionários CLT, é preciso cumprir.
É importante entender a distinção: risco psicossocial não é sinônimo de doença ocupacional.
- O risco é a condição com potencial de causar dano
- A doença é o dano já concretizado
A NR-1 atualizada exige atuação preventiva: as empresas devem mostrar que gerenciam esses riscos antes que o problema aconteça. Ou seja: a ausência de gerenciamento estruturado – com registros, avaliações e plano de ação – pode ser interpretada como falha da empresa, mesmo que nenhum colaborador tenha adoecido.
Diante disso, ganha força a necessidade de compliance contínuo – e a Plataforma Deel pode ser a melhor aliada das empresas nesse quesito.
Passo a passo do PGR: como adequar empresas à NR-1 atualizada
A adequação à NR-1 atualizada exige, na prática, saber como estruturar o PGR de forma organizada. Com a inclusão dos riscos psicossociais, esse processo precisa ser mais estratégico e contínuo, exigindo integração entre RH e liderança. Confira esse guia prático da equipe Deel:
Passo 1: Observar indicadores já existentes
Antes de sair aplicando questionários, vale olhar para dentro de casa. Dados como alta rotatividade, excesso de horas extras, absenteísmo, afastamentos por questões emocionais e conflitos recorrentes entre equipes são sinais claros de alerta. Esses indicadores já fazem parte da rotina de RH e ajudam a identificar onde os riscos psicossociais podem estar mais concentrados.
Passo 2: Aplicar ferramentas de avaliação validadas
A avaliação precisa ser estruturada. O COPSOQ-BR (versão brasileira do Copenhagen Psychosocial Questionnaire) é uma das ferramentas mais usadas nesse contexto. Ele pode (e deve) ser combinado com outras abordagens, como escuta ativa dos colaboradores, entrevistas e pesquisas de clima organizacional. A ideia é cruzar dados quantitativos e qualitativos para ter uma visão mais completa.
Passo 3: Documentar no inventário de riscos do PGR
Aqui está um dos pontos mais críticos. Afirmações genéricas, como “a empresa considera riscos psicossociais”, não são suficientes. É preciso detalhar: metodologia utilizada, riscos identificados, áreas mais críticas e ações priorizadas. A falta de documentação para a NR-1 atualizada pode ser considerada falha de gerenciamento.
Passo 4: Elaborar um plano de ação para a NR-1 atualizada
Com os riscos mapeados, é hora de agir. Isso pode incluir revisão de metas e prazos, implementação de pausas regulares, rodízio de tarefas, treinamentos para lideranças, ajustes na jornada e até programas de apoio psicológico. O importante é que as ações estejam conectadas aos riscos identificados – e não sejam genéricas.
Passo 5: Integrar com o PCMSO
O PGR não pode ficar isolado. Ele precisa conversar com o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). O médico responsável deve usar as informações do PGR para direcionar ações de saúde, incluindo atenção à saúde mental em funções mais expostas.
Passo 6: Reavaliar anualmente
A NR-1 atualizada exige um ciclo contínuo. Isso significa reaplicar avaliações periódicas, comparar resultados ao longo do tempo e ajustar as ações conforme necessário. Não é um projeto pontual – é um processo.
No dia a dia, manter esse processo organizado pode ser desafiador. É onde entra a Plataforma Deel: centralizando dados e apoiando empresas – inclusive multinacionais – a manter o compliance atualizado. Tudo sem processos fragmentados.
| Período | Etapa | O que fazer na prática |
|---|---|---|
| Mês 1 | Diagnóstico | Analisar indicadores internos (turnover, absenteísmo, horas extras, afastamentos) + aplicar ferramentas como COPSOQ-BR + escuta ativa com colaboradores |
| Mês 2 | Documentação no PGR | Registrar os riscos psicossociais no inventário: metodologia usada, riscos identificados e ações priorizadas |
| Mês 3 | Implementação de medidas | Executar plano de ação: ajuste de metas, pausas, treinamentos de liderança, revisão de jornada e iniciativas de saúde mental |
| Anual | Reavaliação | Reaplicar avaliações, comparar resultados, medir eficácia das ações e atualizar o plano conforme necessário |
Penalidades e riscos jurídicos da NR-1 atualizada
A NR-1 atualizada não aumenta só a complexidade do compliance – ela também eleva, de forma tangível, os riscos jurídicos e financeiros para as empresas.
No nível mais imediato, há as multas administrativas. Empresas que não gerenciam adequadamente os riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, são autuadas com base na NR-28 e na CLT – e os valores podem chegar a aproximados R$ 6.700,00 por trabalhador exposto. A fiscalização leva em conta a gravidade da infração e o número de pessoas impactadas, o que pode fazer esse valor crescer rapidamente.
Mas o impacto vai além das multas. Um dos principais riscos está no reconhecimento de doenças ocupacionais Quando o INSS entende que um transtorno mental está relacionado ao trabalho, o funcionário pode receber o auxílio-doença acidentário (B-94). Isso traz algumas consequências importantes: não há exigência de carência mínima, a empresa obrigatoriamente continua a recolher FGTS durante o período de afastamento e, após o retorno, o colaborador tem estabilidade garantida de 12 meses. Na prática, isso aumenta custos e reduz a flexibilidade na gestão do time.
Outro ponto de atenção: a atuação do Ministério Público do Trabalho. O órgão tem intensificado o foco em saúde mental no trabalho, principalmente em setores com alta pressão e incidência de afastamentos. Com a NR-1 atualizada, fica mais fácil fundamentar ações civis públicas, que podem incluir indenizações por dano moral coletivo e imposição de obrigações – como a implementação de programas estruturados de gestão de riscos.
Além disso, há o impacto reputacional. Empresas envolvidas em investigações ou ações do MPT tendem a sofrer desgaste na marca empregadora. Isso pesa na hora de atrair e reter talentos – principalmente em um cenário em que bem-estar e cultura organizacional estão cada vez mais em foco.
No fim, a mensagem é clara: a NR-1 atualizada reforça a lógica de adequação trabalhista preventiva. Não é preciso que o problema já tenha acontecido para que haja responsabilização, e a falta de gerenciamento estruturado e documentado pode ser interpretada como falha da empresa. Por isso, investir em processos contínuos e automatizados é mais do que eficiência operacional – é proteção contra riscos.
Como a Deel garante compliance trabalhista no Brasil
Empresas internacionais com colaboradores no Brasil enfrentam um cenário regulatório bastante complexo. Além da CLT, precisam lidar com Normas Regulamentadoras (NRs), obrigações do eSocial, convenções coletivas e, mais recentemente, com a exigência de gestão de riscos psicossociais. Sem um time local de RH e jurídico especializado, o risco de não conformidade pode aumentar bastante.
Nesse contexto, a plataforma da Deel ajuda a simplificar operações e garantir o compliance trabalhista:
- Acompanha mudanças na legislação e atualiza automaticamente contratos, políticas e processos, mantendo tudo alinhado com as regras brasileiras vigentes.
- Deel Employer of Record (EOR) permite que empresas sem entidade no Brasil contratem profissionais CLT de forma legal e estruturada. A Deel assume a parte administrativa e legal do vínculo empregatício, como folha de pagamento, encargos, benefícios obrigatórios e conformidade com exigências de saúde e segurança do trabalho.
- Centraliza informações, organizando tudo em um só lugar para acompanhar obrigações, documentos e prazos com facilidade e reduzir o risco de erros.
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O prazo da NR-1 atualizada acabou – agora é hora de agir
A NR-1 atualizada deixa claro: não é mais sobre se preparar, e sim executar. Com a inclusão dos riscos psicossociais no PGR e o prazo de 26 de maio de 2026, empresas que não se adequarem vão ficar expostas a multas, passivos trabalhistas e ações civis públicas. Mas cumprir a norma é só o básico. As empresas que tratam saúde mental como parte da estratégia criam ambientes mais saudáveis, produtivos e competitivos. Nesse cenário, soluções como a Deel ajudam a manter o compliance em dia e com mais segurança.
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Michelle Cascardo é Gerente de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina hispânica na Deel. Com mais de uma década de experiência em Vendas e Marketing, em empresas multinacionais e startups, ela já atuou no Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Argentina. É uma grande defensora do trabalho remoto e de como a contratação global beneficia empresas, países e indivíduos.















