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Reforma tributária de 2026: o que o RH precisa saber
Jurídico & Compliance

Autor
Paula Machado
Última atualização
08 abril, 2026

Table of Contents
Reforma tributária de 2026: o que muda ao contratar no Brasil
Um alerta para empresas de serviços (e quem contrata nelas)
O que já mudou em janeiro de 2026: impactos operacionais
O que fazer agora: checklist para RH e finanças
Deel simplifica o compliance após a reforma tributária de 2026
Adapte-se à reforma tributária de 2026 com um RH estratégico
Principais conclusões
- A reforma tributária de 2026 muda a lógica do sistema e já exige adaptações operacionais, mesmo antes do impacto financeiro. RH e finanças precisam agir desde 2026 para evitar riscos de compliance e garantir previsibilidade de custos.
- Para serviços, o impacto pode ser relevante: menos créditos e maior peso da folha tendem a elevar a carga efetiva. A reforma tributária de 2026 exige planejamento mais preciso e integração entre áreas.
- Diante desse cenário, contar com a Plataforma Deel ajuda a simplificar compliance, automatizar atualizações regulatórias e permitir que equipes foquem em crescer – no Brasil e globalmente.
Reforma tributária de 2026: o que muda ao contratar no Brasil
A reforma tributária de 2026 representa uma grande mudança no sistema de tributos sobre consumo no Brasil – principalmente porque tenta resolver um problema antigo: a complexidade.
Hoje, empresas operam com cinco tributos principais sobre consumo: PIS, Cofins e IPI (federais), além de ICMS (estadual) e ISS (municipal). Com a reforma – regulamentada pela EC 132/2023 e por leis complementares como a LC 214/2025 – esse modelo dá lugar a três novos tributos:
- PIS e a Cofins são unificados na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal.
- ICMS e ISS são substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios.
- IPI não desaparece completamente, mas passa a ter um papel mais restrito e é parcialmente substituído pelo IS (Imposto Seletivo), voltado para produtos específicos.
Essa reorganização não é só uma troca de nomes: a reforma tributária de 2026 muda a lógica do sistema.
CBS/IBS seguem o modelo de IVA dual, com não cumulatividade plena. Na prática, isso significa que o imposto pago ao longo da cadeia gera créditos que podem ser compensados na etapa seguinte, evitando a cobrança em cascata que existe hoje.
As empresas passam a recuperar créditos de forma mais ampla. Isso favorece setores com cadeias longas de insumos – como indústria – mas tem impacto diferente para empresas de serviços, que dependem mais de mão de obra.
Outro ponto importante é a transição: o Brasil optou por uma implementação gradual. Em 2026, começa a fase de testes, com alíquotas simbólicas de CBS (0,9%) e IBS (0,1%) e possibilidade de compensar os valores recolhidos em PIS/Cofins. A CBS passa a ser cobrada efetivamente em 2027, enquanto a substituição do ICMS e do ISS ocorre entre 2029 e 2032, com conclusão em 2033.
Mas, ainda que os efeitos financeiros sejam neutros nesse primeiro ano, o impacto operacional começa agora – e isso exige atenção desde já.
A partir de 2026, as empresas terão de lidar com novas regras de emissão de notas fiscais, ajustes em ERP e processos internos, além do split payment. Tudo isso reduz risco fiscal, mas exige ajustes técnicos – e pesa tanto para quem está entrando no Brasil como para quem está expandindo para fora.
Seja para as empresas internacionais contratando aqui ou para as nacionais em processo de expansão global, é essencial entender como a reforma tributária de 2026 afeta o custo de empregar no Brasil e as operações.
A boa notícia? Não é preciso ser especialista em reforma tributária e compliance trabalhista. Conte com soluções como a Plataforma Deel: ela absorve mudanças regulatórias, garante conformidade automática e libera RH e finanças para atividades mais estratégicas.
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Um alerta para empresas de serviços (e quem contrata nelas)
O setor de serviços já é o principal motor da economia brasileira – responde por cerca de dois terços do PIB – e também está entre os mais afetados pela reforma tributária de 2026. Mas o efeito não é simples nem igual para todos: ele depende do modelo de negócio, da estrutura de custos e até do regime tributário atual da empresa.
Hoje, muitas empresas de serviços conseguem operar com uma carga relativamente menor, combinando ISS municipal com PIS/Cofins cumulativo. No novo cenário de 2026, com a transição para CBS e IBS, essa lógica muda. Entra em cena um IVA com não cumulatividade plena – e impacto variado entre setores.
Segundo a reforma tributária de 2026, a alíquota padrão estimada do IVA seria de 26,5% a 28,6% – ainda não é definitiva, mas ajuda a entender o tamanho da mudança. O ponto central para serviços é o mecanismo de crédito. No novo modelo, empresas podem abater o imposto pago sobre insumos. O problema é que, para grande parte das empresas de serviços, o principal custo não são insumos – é mão de obra.
Para empresas intensivas em mão de obra, o principal custo é a folha de pagamento: salários, encargos, benefícios – e ela não gera crédito tributário. É um desenho típico de sistemas de IVA, mas que tende a penalizar essas atividades. Isso inclui consultorias, empresas de tecnologia, agências, escritórios profissionais e outros segmentos.
O resultado provável? Aumento da carga efetiva para parte relevante do setor – embora isso não seja uma regra para todos os casos.
Para empresas internacionais contratando no Brasil, o impacto da reforma tributária de 2026 é indireto, mas real. O custo das entidades locais (ou EORs) que empregam esses profissionais pode subir, já que a tributação sobre a receita aumenta. Isso pode refletir no custo total por colaborador e nos orçamentos de headcount.
Já para empresas brasileiras expandindo globalmente, esse cenário pode acelerar decisões de distribuição de equipes. Se o custo relativo de operar no Brasil sobe em determinados modelos, contratar talento em outros mercados pode deixar de ser apenas uma estratégia de crescimento – e passar a ser também uma decisão financeira.
Uma alíquota padrão tão elevada para IVA não significa que contratar no Brasil deixa de fazer sentido – mas exige planejamento preciso e alinhamento estratégico entre RH e finanças.
O que já mudou em janeiro de 2026: impactos operacionais
A reforma tributária de 2026 está afetando a atuação das empresas no Brasil desde 1º de janeiro. Mesmo antes da cobrança efetiva de CBS/IBS, já existem mudanças operacionais importantes – principalmente para quem emite notas fiscais no país, seja diretamente ou via EOR.
Segundo as diretrizes oficiais, notas fiscais eletrônicas (como NF-e e NFC-e) passam a incluir novos campos obrigatórios relacionados a CBS/IBS. Isso envolve a adoção de códigos como CST-IBS/CBS (Classificação de Situação Tributária) e cClassTrib (classificação do item). Na prática, isso exige atualização de sistemas fiscais e ERPs para garantir que tudo seja preenchido corretamente – e evitar erros de compliance.
Outro ponto importante é o split payment, já previsto na reforma tributária de 2026. Nesse modelo, o imposto é automaticamente separado no momento do pagamento (via cartão/Pix/outros meios) e enviado ao governo. Isso altera bastante o fluxo de caixa: empresas passam a receber apenas o valor líquido, sem acesso ao montante do imposto. Esse modelo reduz riscos fiscais, mas aumenta a necessidade de planejamento financeiro – principalmente para empresas internacionais acostumadas a recolher impostos periodicamente.
Além disso, a partir de julho/2026, pessoas físicas consideradas contribuintes habituais de IBS/CBS precisarão de CNPJ – um ponto importante para empresas que contratam freelancers ou prestadores de serviços no Brasil:
- Internacionais: significa revisar como parceiros de EOR vão lidar com essas mudanças.
- Brasileiras: significa garantir que seus sistemas e processos estejam prontos para operar nesse modelo, principalmente na interface entre finanças, fiscal e tecnologia.
Compliance
Cronograma de transição: o que esperar até 2033
O cronograma de transição gradual é essencial a longo prazo: dá tempo às empresas para planejar custos e operações no Brasil (e no exterior) e controlar os efeitos da reforma tributária na gestão de pessoas e outros fluxos internos estratégicos
- 2026: fase de testes da reforma tributária de 2026. CBS/IBS têm alíquotas simbólicas, sem impacto financeiro direto. O principal desafio é operacional: empresas precisam adaptar ERPs, sistemas de emissão de notas fiscais e processos internos.
- 2027: CBS entra em vigor com alíquota definitiva, e PIS/Cofins deixam de existir. É o primeiro ano de impacto real sobre o custo operacional das empresas.
- 2029 – 2032: substituição gradual do ICMS/ISS pelo IBS. A cada ano, a alíquota do IBS aumenta proporcionalmente (iniciando em 10% e alcançando 100% em 2033). Nesse período, empresas precisam revisar planejamento tributário, fluxo de caixa e projeções de custo de pessoal, principalmente em setores intensivos em serviços.
- 2033: novo sistema totalmente implementado – apenas CBS/IBS/IS em vigor.
Para empresas internacionais que contratam via EOR, o valor do serviço EOR pode ser ajustado ao longo da transição, e contratos sem cláusula de revisão tributária representam risco.
Empresas brasileiras expandindo globalmente ganham uma janela estratégica para reavaliar impactos da reforma tributária no departamento pessoal e onde/como distribuir suas equipes – já que o custo relativo de cada mercado evolui até a consolidação total em 2033.
O que fazer agora: checklist para RH e finanças
A reforma tributária de 2026 já está acontecendo. Esse ano exige atuação estratégica de RH e finanças para evitar riscos operacionais – e se preparar para o futuro do trabalho.
Para empresas internacionais contratando no Brasil, é preciso conferir se o parceiro de EOR está preparado, incluindo:
- Garantir que sistemas já suportam os novos campos de CBS/IBS nas notas fiscais
- Pedir modelagem atualizada do custo total por colaborador, incluindo cenários para 2027 (CBS entra em vigor)
- Revisar contratos para incluir cláusulas de ajuste tributário
- Entender como o split payment afeta a folha para evitar distorções de caixa
Para empresas brasileiras expandindo globalmente, o foco é estratégico:
- Alinhar RH e finanças para entender o impacto tributário em contratos de trabalho e no custo de mão de obra no setor da empresa
- Modelar cenários comparativos (custo de contratação no Brasil vs. mercados potenciais)
- Revisar enquadramentos fiscais (como CNAE e classificação de serviços), já que erros que antes passavam despercebidos agora podem gerar inconsistências
- Preparar a comunicação interna sobre possíveis mudanças fiscais que afetam benefícios trabalhistas ou estrutura de compensação
Para ambos os perfis, o importante é não esperar 2027 para agir. A fase de testes de 2026 existe para identificar falhas, ajustar processos e ganhar previsibilidade antes do impacto financeiro real.
Deel simplifica o compliance após a reforma tributária de 2026
A reforma tributária de 2026 é só uma peça do quebra-cabeça. Empresas que empregam no Brasil também precisam lidar com mudanças contínuas no eSocial, obrigações como DCTFWeb, atualizações regulatórias (como NR-1) e novas exigências de transparência salarial. Para quem não tem estrutura local de RH e finanças, isso rapidamente vira um risco operacional – e de compliance.
É aqui que a Deel faz diferença.
Para empresas internacionais contratando no Brasil, Deel EOR opera com entidade própria no país. Isso significa que toda a complexidade – contratos CLT, folha, encargos, benefícios e obrigações acessórias – fica sob responsabilidade da plataforma. Com a reforma tributária de 2026, novas exigências fiscais para equipes de RH, ajustes em processos e atualizações são implementados automaticamente.
Para empresas brasileiras que estão expandindo para fora, a lógica é a mesma – a nível global. É possível contratar em mais de 150 países com uma experiência padronizada: contratos locais, compliance automático e gestão de folha e benefícios por país. Não é preciso ser especialista nas regras trabalhistas de cada novo mercado: o time de RH consegue centralizar tudo em um só lugar.
Garanta conformidade contínua com a reforma tributária de 2026. Aposte na Plataforma Deel e contrate no Brasil e no mundo com compliance tributário e trabalhista automático, sem precisar navegar cada mudança regulatória por conta própria.
Adapte-se à reforma tributária de 2026 com um RH estratégico
A reforma tributária de 2026 marca o início de uma transformação que vai até 2033 – e exige atenção contínua de RH e finanças. Para empresas internacionais, isso significa acompanhar impactos em custo e compliance. Para as brasileiras, equilibrar a complexidade local com a expansão global. Em ambos os casos, o caminho é claro: contar com uma plataforma que simplifique a operação e permita focar em pessoas, não em tributos.
Contrate no Brasil e no mundo com compliance tributário e trabalhista automático, sem precisar navegar cada mudança regulatória por conta própria. Basta agendar uma demo para conhecer a Plataforma Deel hoje mesmo.

Paula lidera o Marketing da Deel no Latam. Com mais de uma década de experiência em startups, ela já comandou projetos de Inbound Marketing e Inside Sales para mais de 50 empresas. Defensora do trabalho remoto e flexível como o futuro do trabalho, Paula acredita que ele traz de volta a paixão e a humanidade às nossas rotinas, criando pontes entre fronteiras e unindo o mundo do trabalho. Nos intervalos para o almoço, você pode encontrá-la no mar, praticando kitesurf.
















