articleIcon-icon

Artigo

5 min read

Contratação PJ no Brasil: o que é e como funciona

Contratação internacional

Image

Autor

Paula Machado

Última atualização

17 julho, 2026

blog hero illustration globe workflows
Table of Contents

O que é PJ

Como se tornar PJ

PJ no mercado de trabalho global

Diferenças entre PJ e CLT

Impostos e obrigações fiscais

Riscos, conformidade e classificação correta

Regras específicas por setor

Como funciona a contratação PJ

Como migrar de CLT para PJ (e vice-versa)

Erros comuns ao contratar PJ no Brasil

Quando contratar CLT vs. PJ

Contratação de PJ mais fácil com a Deel

Principais conclusões:

  1. A contratação PJ oferece flexibilidade e remuneração potencialmente maior para profissionais, mas exige autonomia e gestão fiscal própria.
  2. Compreender as diferenças entre CLT e PJ é essencial para tomar a decisão certa na hora de contratar no Brasil—cada regime tem vantagens, complexidades e aspectos legais e tributários específicos.
  3. A escolha entre PJ e CLT depende da duração do projeto, orçamento disponível, demanda por horários fixos, engajamento desejado e objetivos de desenvolvimento de talentos.
  4. Classificar corretamente entre CLT e PJ é essencial para evitar multas, processos judiciais e riscos de caracterização de vínculo empregatício.
  5. Erros comuns na gestão de contratos PJ—como exigir horário fixo ou exclusividade—são a principal causa de autuações por pejotização.

O que é PJ

PJ é a sigla para Pessoa Jurídica—a designação fiscal brasileira para empresas. Assim como PF (Pessoa Física) refere-se aos cidadãos identificados por CPF, uma PJ é identificada através do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

Quando uma pessoa física cria uma empresa atrelada ao seu CPF, ela passa a ter também um CNPJ e pode oferecer serviços profissionais como entidade empresarial. Esse modelo é amplamente usado para freelancers e prestadores de serviço.

Ao ser contratado como PJ, o profissional oferece serviços de forma independente, através de contratos específicos, em vez de atuar como empregado direto pela empresa—como ocorre no regime CLT.

PJ é o mesmo que autônomo ou profissional liberal?

Não exatamente. O termo autônomo (ou profissional liberal) descreve qualquer pessoa física que presta serviços sem vínculo empregatício, com ou sem CNPJ. Já a PJ especificamente atua através de uma empresa formalmente constituída, com CNPJ ativo, emissão de notas fiscais e obrigações fiscais próprias de pessoa jurídica. Na prática, todo PJ é autônomo em sua forma de trabalho, mas nem todo autônomo opera como PJ.


Como se tornar PJ

O processo de constituição de uma PJ envolve:

  1. Criação da empresa: registre a nova empresa no site gov.br, escolhendo a classificação que melhor se aplica. As opções mais comuns são MEI (microempreendedor individual) ou EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada).
  2. Obtenção de CNPJ: após o registro, faça a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica junto à Receita Federal.
  3. Definição de regime tributário: escolha o regime mais vantajoso para sua atividade—Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
  4. Formalidades legais: registre a empresa na Junta Comercial e em órgãos reguladores pertinentes.

MEI: o caminho mais comum

A classificação MEI (microempreendedor individual) é a opção mais buscada, em grande parte por sua menor carga tributária e acesso a benefícios da Previdência Social (auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria).

Para acessar esses benefícios, o MEI deve fazer recolhimento mensal ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O MEI tem um teto de faturamento anual de R$ 81.000 (cerca de R$ 6.750 por mês, em média). Ultrapassar esse limite exige migração para Microempresa (ME), com enquadramento no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.


PJ no mercado de trabalho global

O modelo PJ é semelhante ao IC (Independent Contractor) em outros países—figura muito comum nos EUA, México e Argentina.

Da mesma forma que PJ se assemelha ao IC, o modelo CLT equivale ao EOR (Employer of Record). Enquanto a PJ trabalha como prestador autônomo, o EOR é a estrutura empregadora tradicional. Empresas que já contratam ICs em outros países costumam ter familiaridade com a lógica de autonomia e ausência de subordinação que também rege a contratação PJ no Brasil.

Guia

Evite erros na contratação PJ
Seu guia essencial para contratar profissionais no Brasil e no exterior com segurança e economia. Aprenda a equilibrar custos, compliance e flexibilidade — tudo em um só material.

Diferenças entre PJ e CLT

Para contratar profissionais no Brasil, empresas brasileiras e estrangeiras precisam entender os diferentes tipos de contrato permitidos por lei. Eles podem ser CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou PJ (Pessoa Jurídica), além de outros modelos, como estágio e trabalho autônomo. A maioria dos contratos no Brasil são CLT ou PJ, e cada um possui seus próprios aspectos jurídicos, fiscais, de compliance, liderança e gestão.

Compreender as diferenças entre CLT e PJ é essencial para tomar a decisão certa na hora de contratar. Depois de entender cada tipo de contrato, avalie as necessidades do projeto, o momento da empresa e a gestão desejada para, então, escolher a melhor opção.

O que é CLT

CLT é a sigla para Consolidação das Leis do Trabalho. Foi criada em 1943 para unificar nacionalmente todas as regulamentações trabalhistas em vigor no país.

O regime CLT consiste no modelo tradicional de emprego no Brasil. Também é chamado de contrato com carteira assinada ou contrato celetista.

As empresas que contratam sob o regime CLT devem seguir rigorosamente as regras trabalhistas, que estipulam jornada de trabalho diária, remuneração mínima e cumprimento de processos de demissão ou desligamento, entre outros aspectos.

Como o Art. 3º da CLT define: "Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual."

Na CLT, o profissional tem uma relação patronal com o contratante, que pode determinar horário, local, processos e ferramentas de trabalho. Em muitos casos, o contrato exige exclusividade. A relação laboral exige contrato escrito sob as normas da legislação trabalhista e recolhimento de impostos e contribuições por ambas as partes.

Comparação detalhada

Aspecto CLT PJ Por quê?
Duração ideal Longo prazo Curto prazo Projetos curtos evitam burocracias do regime CLT
Orçamento Custo mais alto Custo mais baixo CLT requer contribuições trabalhistas obrigatórias
Horários e local Fixos Flexíveis PJ não pode exigir habitualidade—caracterizaria vínculo empregatício
Engajamento desejado Longo prazo Por entrega CLT busca colaboradores totalmente engajados à estratégia da empresa
Gestão de RH Cotidiana e direta Por entrega e resultados Gestão CLT é mais formal; gestão PJ é focada em prazos
Desenvolvimento de talentos Sim (prioridade) Não CLT constrói times robustos e cultura perene

Modelo gratuito

Modelo de Contrato para Prestador de Serviços
Crie contratos personalizados que atendam às suas necessidades específicas e às leis aplicáveis, com base no país de origem do seu prestadores. Acesse nosso modelo de contrato para prestador de serviços gratuito e comece a editá-lo agora.

Formato de trabalho e vínculo

CLT: O profissional atua como colaborador em tempo integral, sob regime de exclusividade na maioria dos casos, com jornada máxima de 8 horas diárias (mais 2 horas extras remuneradas a 50%).

PJ: O profissional trabalha de forma autônoma, podendo trabalhar para múltiplos clientes (se o contrato não estabelecer exclusividade). A relação de trabalho ocorre entre empresas, não entre empregador-empregado. É fundamental não exigir habitualidade (horários e dias fixos), pois isso caracterizaria vínculo empregatício—com implicações legais graves para a empresa.

Benefícios e direitos

Colaboradores CLT têm direito garantido a:

  • Salário mínimo
  • Descanso semanal remunerado (DSR)
  • Horas extras remuneradas
  • Férias remuneradas de 30 dias anuais
  • 13º salário
  • Plano de saúde, vale-refeição, vale-alimentação, vale-transporte
  • Adicional noturno, insalubridade, periculosidade
  • FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
  • Aviso prévio de um mês em caso de demissão sem justa causa
  • Licença-maternidade, licença-saúde e afastamentos com garantia de emprego
  • Cuidados com medicina do trabalho e seguro-desemprego via INSS PJs não contam com benefícios trabalhistas garantidos por lei. Precisam provisionar esses custos por conta própria e precificá-los no valor da prestação de serviço. Muitas empresas, porém, oferecem benefícios voluntários em contratos PJ para se destacar em employer branding e melhorar atração de talentos.

Remuneração e flexibilidade

Para a PJ: A remuneração costuma ser maior, pois não existem descontos de contribuições compulsórias e impostos retidos em folha. Além disso, há direito de escolher horário, local de trabalho e forma de execução das demandas. Os honorários podem ser revistos de um mês para outro, conforme andamento da prestação de serviço—flexibilidade não comum em contratos CLT.

Para o contratante: Custos menores com PJ, já que não há obrigação de pagar encargos trabalhistas (FGTS, etc.). Isso reduz a folha de pagamento de forma significativa.

Quanto custa contratar PJ ou CLT? Exemplo prático

Os números abaixo são estimativas ilustrativas para um profissional com remuneração bruta ou honorário de R$ 10.000/mês. Os percentuais variam conforme regime tributário, setor, estado e benefícios oferecidos—consulte um contador para valores exatos aplicáveis ao seu caso.

Custo mensal para a empresa contratante:

Item CLT PJ
Salário/honorário bruto R$ 10.000 R$ 10.000
INSS patronal (20%) R$ 2.000
RAT/FAP (média 2%) R$ 200
Sistema S (~5,8%) R$ 580
FGTS mensal (8%) R$ 800
Provisão de 13º (8,33%) R$ 833
Provisão de férias + 1/3 (11,11%) R$ 1.111
Custo total estimado ≈ R$ 15.524 ≈ R$ 10.000

Recebimento líquido estimado do profissional:

Item CLT PJ
Bruto/honorário R$ 10.000 R$ 10.000
INSS empregado (teto) ≈ R$ 908
IRRF (estimado) ≈ R$ 1.500
Impostos PJ (Simples Nacional, ≈ 7%) ≈ R$ 700
Líquido estimado ≈ R$ 7.592 ≈ R$ 9.300

O profissional PJ recebe um valor líquido maior, mas precisa provisionar por conta própria itens que a CLT garante automaticamente: férias, 13º, plano de saúde e contribuição previdenciária de longo prazo. Para a empresa, o custo total com PJ tende a ser cerca de 35% a 40% menor que o equivalente em CLT—mas isso não deve ser o único critério de decisão, já que a classificação incorreta gera passivos que superam essa economia.

Kit de contratação global
Calculadora de custos
Obtenha uma estimativa precisa de quanto pode custar uma possível contratação global, da previdência social ao seguro contra acidentes.

Gestão e liderança

CLT: Requer gestão mais direta e formal, incluindo feedbacks periódicos, avaliações de desempenho e supervisão de projetos. O empregador deve registrar alterações na carteira de trabalho (CTPS—Carteira de Trabalho e Previdência Social).

PJ: Gestão mais flexível, focada em prazos e resultados, sem supervisão da rotina diária. Menor demanda das lideranças.


Impostos e obrigações fiscais

CLT

O empregado CLT tem descontos mensais na folha, incluindo:

  • Contribuições ao INSS
  • FGTS
  • Imposto de renda retido na fonte A empresa também recolhe contribuições sobre a folha de pagamento para INSS e FGTS. Em relação à contribuição previdenciária, tanto empregador quanto empregado contribuem. Veja mais detalhes em nosso guia completo sobre imposto de folha de pagamento.

PJ

O profissional PJ recolhe impostos corporativos como o ISS (Imposto sobre Serviços) e pode escolher entre:

  • Simples Nacional — regime simplificado para pequenas empresas
  • Lucro Presumido — para empresas com renda anual até R$ 78 milhões
  • Lucro Real — regime que calcula impostos sobre lucro efetivo Além disso, o PJ é responsável por recolher seu próprio INSS através do CNPJ para garantir benefícios previdenciários. Comparada à CLT, a carga tributária de uma PJ costuma ser menor. Saiba mais sobre pagamento de impostos para prestadores de serviços.

Riscos, conformidade e classificação correta

A classificação incorreta de um trabalhador expõe a empresa a multas, processos judiciais e risco de caracterização de vínculo empregatício (chamada "pejotização").

CBO e classificação correta

No Brasil, existe a CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que especifica mais de 2 mil funções. Ao contratar CLT, preencha corretamente o CBO na carteira de trabalho e nos formulários dos órgãos fiscalizadores—disso depende o cálculo de contribuições previdenciárias e sindicais.

Sinais de que a contratação PJ está em risco

  • Exigir habitualidade (horários e dias fixos) em contratos PJ
  • Supervisão direta similar à CLT
  • Exclusividade
  • Fornecimento de ferramentas, crachá, e-mail corporativo e infraestrutura idênticos aos de um colaborador CLT
  • Pagamento de valor fixo mensal, sem vínculo a entregas específicas
  • Falta de clareza contratual sobre independência e autonomia

Penalidades por classificação incorreta

Quando a Justiça do Trabalho reconhece vínculo empregatício em um contrato PJ mal estruturado, as consequências incluem:

  • Reconhecimento retroativo de vínculo empregatício, com pagamento de todas as verbas trabalhistas do período (FGTS, 13º, férias + 1/3, horas extras)
  • Multas administrativas aplicadas pela fiscalização do trabalho
  • Recolhimento retroativo de contribuições previdenciárias, com juros e multa
  • Em casos de fraude comprovada, risco de autuação por sonegação fiscal
  • Desgaste com sindicatos, órgãos de classe e reputação da marca empregadora

Como se proteger

Estabeleça contratos bem elaborados, livres de ambiguidades, que deixem claro a independência do prestador. Cumpra rigorosamente as leis que tratam da terceirização, e revise periodicamente se a relação de trabalho na prática ainda corresponde ao que está formalizado em contrato.

Deel Contractor
Minimize o risco de erro de classificação

Previna sua empresa contra riscos de classificação incorreta com 100% de proteção. O Deel Contractor ajuda você a expandir sua equipe globalmente com tranquilidade.


Regras específicas por setor

Alguns setores têm particularidades que merecem atenção redobrada na contratação PJ:

  • Tecnologia (TI): setor com maior adesão à contratação PJ, dada a natureza remota e orientada a entregas do trabalho. Ainda assim, exige atenção redobrada a cláusulas de exclusividade e cumprimento de horário fixo.
  • Saúde: médicos e outros profissionais liberais frequentemente atuam como PJ por meio de sociedades uniprofissionais, seguindo regras específicas dos conselhos de classe (CRM, CRO, entre outros).
  • Construção civil: setor historicamente fiscalizado quanto à terceirização. A Lei 13.429/2017 permite terceirizar atividade-fim, mas exige cuidado redobrado com segurança do trabalho e responsabilidade solidária entre contratante e contratada.

Como funciona a contratação PJ

Os profissionais PJ firmam contratos de prestação de serviço que estabelecem responsabilidades de cada parte, prazos para conclusão e termos de pagamento.

Nota fiscal e remuneração

Na remuneração de PJ, o profissional é responsável por suas obrigações fiscais. Deve emitir a nota fiscal (NF) pelo serviço prestado sob seu CNPJ, informando detalhes e a qual empresa foi prestado. Também deve recolher os impostos devidos conforme a classificação de sua PJ.

As notas fiscais são emitidas através do gov.br. Os períodos e datas de compensação são acordados entre prestador e contratante.

Os prazos de pagamento variam (mensal, por projeto, ou conforme acordado) e devem constar no contrato.

O que deve constar em um contrato PJ

Um contrato de prestação de serviços bem estruturado deve incluir:

  • Qualificação completa das partes (dados da empresa contratante e CNPJ do prestador)
  • Objeto do contrato: descrição clara do serviço prestado
  • Prazo de vigência e possibilidade de renovação
  • Valor dos honorários, forma e periodicidade de pagamento
  • Cláusula de independência: ausência de subordinação, exclusividade e habitualidade
  • Responsabilidade do prestador por suas obrigações fiscais e previdenciárias
  • Confidencialidade e propriedade intelectual
  • Regras de rescisão, aviso prévio contratual e eventuais multas
  • Foro para resolução de conflitos Essencial: Firme contratos bem elaborados e claros. Isso garante proteção de ambas as partes e é fundamental para o sucesso da contratação. Confira nosso guia para gestão de prestadores de serviços globais para um passo a passo completo.

Como migrar de CLT para PJ (e vice-versa)

É comum que empresas e profissionais precisem migrar de um regime para o outro—seja porque o profissional quer mais flexibilidade, seja porque a empresa precisa formalizar um vínculo que se tornou permanente. A migração é possível, mas exige formalização correta:

  1. Encerre o contrato anterior corretamente: rescinda o contrato PJ (com pagamento do que for devido conforme cláusulas contratuais) ou conduza o desligamento CLT respeitando aviso prévio e verbas rescisórias.
  2. Formalize o novo contrato: assine um contrato PJ de prestação de serviços ou um contrato CLT completo, conforme o novo regime.
  3. Documente a mudança: registre claramente a data de transição e as novas condições de trabalho, para evitar questionamentos sobre a natureza da relação anterior.
  4. Avalie a real mudança nas condições: se o profissional continuar exercendo a mesma função, nos mesmos horários e com a mesma subordinação, a migração de CLT para PJ pode não resistir a uma fiscalização—a mudança de regime deve refletir uma mudança real na forma de trabalho. Para quem quer converter um prestador PJ em colaborador CLT, veja também como converter um prestador de serviços em funcionário.

Erros comuns ao contratar PJ no Brasil

  • Exigir cumprimento de horário fixo ou marcar presença obrigatória, o que caracteriza habitualidade
  • Fornecer crachá, e-mail corporativo e ferramentas idênticas às de um colaborador CLT, borrando a linha entre autonomia e subordinação
  • Não ter contrato de prestação de serviços formalizado, ou usar um modelo genérico que não reflete a realidade da relação
  • Pagar sempre o mesmo valor, na mesma data, sem vínculo a entregas, o que se assemelha a um salário mensal
  • Contratar PJ para atividade com subordinação direta e supervisão constante, típica de um cargo CLT
  • Ignorar mudanças no faturamento do prestador, como um MEI que ultrapassou o teto de R$ 81.000/ano sem migrar de categoria
  • Não atualizar contratos conforme a operação e o escopo de trabalho evoluem

Quando contratar CLT vs. PJ

Use este guia para tomar a melhor decisão para seu negócio:

Contratar CLT quando:

  • Você busca profissionais para longo prazo
  • Pretende investir em desenvolvimento de talentos e crescimento de carreira
  • Precisa de dedicação exclusiva e alto engajamento com a cultura da empresa
  • Pode arcar com custos maiores de contribuições trabalhistas
  • A função exige supervisão direta e integração aos processos internos Contratar PJ quando:
  • O projeto tem duração curta ou definida
  • O orçamento é limitado
  • Você precisa de flexibilidade em horários e local de trabalho
  • O trabalho é orientado por entrega, não por habitualidade
  • A autonomia do profissional é essencial

Contratação de PJ mais fácil com a Deel

A Deel é líder mundial em contratações globais, oferecendo soluções personalizadas e ferramentas que se integram facilmente às operações em andamento na sua organização.

Através da plataforma Deel, empresas garantem segurança jurídica dos contratos PJ e CLT. Com isso, aprimoram o acesso a talentos internacionais e aceleram a expansão global.

Nossas soluções automatizam demandas cruciais: gestão de contratos, execução de folha de pagamento, onboarding de colaboradores e conformidade com legislações trabalhistas em 150+ países. Isso mitiga erros de processos manuais e economiza tempo do seu time.

A experiência robusta da Deel em conformidade com legislações trabalhistas locais faz com que nossos clientes estabeleçam contratos seguros—tanto para contratante quanto contratado.

Saiba como a Deel facilita a contratação: Agende uma ligação com um especialista da Deel

Guia

Você sabe se seu talento está classificado corretamente?
Baixe nosso guia gratuito para classificar corretamente entre empregados e trabalhadores independentes e evitar sanções legais e econômicas.

FAQs

Sim. Se a relação entre empresa e prestador PJ apresentar características de emprego—como habitualidade (horários e dias fixos), subordinação, exclusividade ou fornecimento de ferramentas e infraestrutura pela empresa contratante—a Justiça do Trabalho pode reconhecer vínculo empregatício, mesmo com contrato PJ formalizado. Essa prática é conhecida como "pejotização" e pode resultar em multas, ações trabalhistas e pagamento retroativo de encargos como FGTS e 13º salário. Contratos claros, que respeitem a autonomia do prestador, são a principal proteção contra esse risco.

De forma geral, a PJ tem carga tributária menor, especialmente quando enquadrada no Simples Nacional ou MEI. Isso porque a tributação incide sobre a pessoa jurídica (com alíquotas que variam conforme o regime e o faturamento), e não sobre a folha de pagamento como na CLT. Já o colaborador CLT tem descontos diretos de INSS e IRRF, além de encargos pagos pela empresa (FGTS, INSS patronal). O cálculo exato depende do valor da remuneração, do regime tributário escolhido pela PJ e dos benefícios que a empresa oferece em cada modelo.

Em termos de custo direto para a empresa, um contrato PJ costuma ser 35% a 40% mais barato que o equivalente em CLT, já que não inclui encargos como INSS patronal, FGTS, 13º e férias proporcionais. No entanto, essa economia só é real quando a contratação está corretamente classificada—o risco de reclassificação por pejotização pode gerar passivos trabalhistas retroativos que superam qualquer economia inicial.

Sim, é possível migrar de um regime para o outro, desde que a transição seja formalizada corretamente—com rescisão do contrato PJ e assinatura de um novo contrato CLT (ou vice-versa). É importante documentar essa mudança com clareza para evitar questionamentos sobre a natureza da relação de trabalho anterior, especialmente se a mudança ocorrer sem alteração real nas condições de trabalho.

Não por lei. Diferente da CLT, que garante férias remuneradas de 30 dias e 13º salário como direitos trabalhistas, o PJ negocia esses benefícios diretamente no contrato de prestação de serviço, se desejar incluí-los. Muitas empresas optam por oferecer benefícios equivalentes de forma voluntária, como parte da estratégia de retenção de talentos, mas isso não é uma obrigação legal.

A rescisão de um contrato PJ segue as regras estabelecidas no próprio contrato de prestação de serviço, não as regras da CLT. Isso significa que não há aviso prévio obrigatório por lei, verbas rescisórias ou multa de FGTS, a menos que estejam previstos contratualmente. Por isso, é essencial que o contrato PJ defina claramente prazo, condições de encerramento e eventuais penalidades para rescisão antecipada por qualquer uma das partes.

Sim. Empresas estrangeiras podem contratar profissionais brasileiros como PJ, desde que o prestador de serviço tenha CNPJ ativo e emita notas fiscais regularmente. No entanto, a ausência de presença legal no Brasil pode gerar complexidade em pagamentos internacionais, câmbio e conformidade fiscal. Plataformas como a Deel simplificam esse processo, cuidando da conformidade e dos pagamentos de acordo com a legislação brasileira.

O MEI tem um teto de faturamento anual de R$ 81.000 (equivalente a R$ 6.750 por mês, em média). Ultrapassar esse limite exige migração para outra categoria, como Microempresa (ME), com enquadramento no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, dependendo do faturamento e da atividade.

O autônomo (ou profissional liberal) presta serviços como pessoa física, sem necessariamente ter CNPJ. Já o PJ presta serviços através de uma empresa formalmente constituída, com CNPJ próprio, emissão de notas fiscais e obrigações fiscais de pessoa jurídica. Na prática, um PJ é sempre autônomo em sua forma de trabalho, mas nem todo autônomo opera como PJ.

Image

Paula lidera o Marketing da Deel no Latam. Com mais de uma década de experiência em startups, ela já comandou projetos de Inbound Marketing e Inside Sales para mais de 50 empresas. Defensora do trabalho remoto e flexível como o futuro do trabalho, Paula acredita que ele traz de volta a paixão e a humanidade às nossas rotinas, criando pontes entre fronteiras e unindo o mundo do trabalho. Nos intervalos para o almoço, você pode encontrá-la no mar, praticando kitesurf.