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Guia de Contratação PJ: riscos, vantagens e alternativas
Gestão de prestadores de serviços
Employer of Record

Autor
Paula Machado
Última atualização
30 abril, 2026

Table of Contents
O que é contratação PJ?
Contratação PJ: regras legais e de compliance
Impacto financeiro da contratação PJ: custos e riscos
Principais riscos e desafios da contratação PJ
Impacto reputacional na marca empregadora
Quando escolher a contratação PJ? Entenda as vantagens
Alternativas à contratação PJ para negócios globais
Contratação PJ: checklist e roteiro de decisão
Como a Deel simplifica a expansão global da sua empresa
Expansão global com PJs e compliance? É com a Deel
Fique por dentro da contratação PJ no Brasil e no exterior
A contratação PJ é uma realidade já consolidada no mercado de trabalho brasileiro. Para empresas de médio porte, esse modelo pode parecer um caminho natural: reduz encargos, garante maior flexibilidade e, muitas vezes, acelera processos de expansão. Não à toa, muitos gestores de RH e líderes financeiros enxergam a contratação PJ como uma solução prática para formar times de maneira mais ágil e econômica.
Mas, por trás das vantagens aparentes, também há riscos – e eles podem comprometer não apenas as finanças, mas também a reputação e a segurança jurídica das empresas. Por isso, é preciso atenção aos detalhes.
No Brasil, a linha entre o que configura um contrato de prestação de serviços e um vínculo empregatício é tênue. E, quando falamos em expansão internacional, a complexidade aumenta, já que cada país tem regras legais e fiscais próprias. Isso torna a contratação internacional de PJs uma tarefa delicada.
É para ajudar a navegar por esse cenário que criamos esse guia, que oferece uma análise completa sobre o que significa contratar como PJ tanto no Brasil como no exterior. Ao longo das próximas páginas, você encontra:
- Uma visão detalhada do enquadramento jurídico da contratação PJ
- Uma comparação sobre o impacto financeiro da contratação PJ vs. CLT
- As principais armadilhas e como evitá-las
- Alternativas seguras para escalar, como Employer of Record (EOR) ou Contractor of Record (CoR)
Com esses insights práticos para gestores de RH, líderes financeiros e executivos, a contratação PJ vai se transformar em uma escolha consciente, sustentável e alinhada ao futuro do seu negócio.
O que é contratação PJ?
Entender as diferenças entre PJ e CLT para empresas globais é essencial ao operar em qualquer setor.
No Brasil, o termo contratação PJ se refere à prática de empresas contratarem profissionais como Pessoa Jurídica (PJ) em vez de registrá-los sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Isso significa que o trabalhador abre uma empresa – muitas vezes como microempreendedor individual (MEI) ou outro tipo de CNPJ – e presta serviços emitindo nota fiscal. Ou seja, a contratação PJ estabelece uma relação comercial entre duas empresas (B2B, ou business-to-business, no inglês). E difere bastante da contratação CLT, que cria um vínculo formal de emprego e garante benefícios obrigatórios como férias, 13º salário, FGTS e aviso-prévio.
Esse formato tem ganhado popularidade, principalmente em setores como tecnologia, design, marketing e consultoria, nos quais a demanda por flexibilidade é alta. Para as empresas, há diversas vantagens em contratar PJ para projetos específicos:
- Os custos imediatos são menores, já que não há encargos trabalhistas onerosos, como 13º salário, férias remuneradas, FGTS ou INSS patronal
- Os contratos PJ costumam ser mais simples e flexíveis, o que facilita ajustes no escopo de trabalho ou na duração do vínculo, conforme a demanda
Do lado do trabalhador, também há atrativos. Por exemplo, a possibilidade de deduzir despesas operacionais do imposto de renda, maior autonomia sobre a rotina e, em alguns casos, a possibilidade de negociar remunerações mais competitivas.
Mas é importante ressaltar que há diferenças entre a contratação PJ doméstica e a contratação internacional de prestadores de serviços.
No Brasil, o grande ponto de atenção para as empresas está na chamada descaracterização da relação PJ. Se o profissional contratado como PJ cumpre horários fixos, responde a um gestor direto e trabalha com as mesmas condições de um empregado CLT, as autoridades podem entender que existe vínculo empregatício disfarçado. Isso gera riscos altos: processos trabalhistas, multas e passivos retroativos.
No cenário internacional, a situação muda um pouco, já que o conceito de “ser PJ” não existe da mesma forma. O equivalente mais próximo são os independent contractors (IC) ou freelancers, que prestam serviços para uma ou várias empresas de forma autônoma, sem vínculo empregatício formal.
A ideia é parecida, mas lembre-se: ao contratar prestadores de serviço do exterior, cada país possui suas próprias regras sobre classificação de trabalhadores, impostos e benefícios obrigatórios. Em alguns locais, esses profissionais têm obrigações fiscais diferentes; em outros, podem precisar se registrar localmente para atuar de forma legal, como vamos ver mais à frente.
Com isso, os desafios se ampliam. Uma relação entre contratante e contratado aparentemente legítima em um país poderia ser interpretada de forma diferente em outro. Surgem ainda complexidades como pagamentos em moedas diferentes, variações cambiais, tratados tributários e a necessidade de cumprir leis locais de benefícios e proteção social.
Diante desses riscos, muitas empresas que querem expandir suas operações com segurança acabam recorrendo a soluções como EOR e Contractor, que ajudam a garantir conformidade legal sem abrir mão da flexibilidade.

Contratação PJ: regras legais e de compliance
Para saber como gerenciar riscos na contratação de PJ no exterior e no Brasil, é essencial entender os alicerces legais e de compliance que regulam esse modelo. O primeiro passo para aplicar as regras adequadas é entender a distinção entre contratados e empregados.
No contexto brasileiro,
- Empregados são regidos pela CLT, têm vínculo empregatício com a empresa contratante e, por isso, têm direito a uma série de benefícios obrigatórios descritos em lei
- Contratados atuam mediante um CNPJ e, como a sua relação com a empresa tem caráter comercial, ela segue as regras do Código Civil e da legislação tributária. O contrato é a base da relação de trabalho entre a empresa e o PJ, e por isso deve ser claro, detalhado e bem estruturado
No contexto internacional, as regulamentações variam de país para país, inclusive sobre a definição de contratado independente e dos benefícios e das obrigações que cabem a eles. Alguns exemplos:
- Na Alemanha, freelancers precisam se registrar como “Freiberufler” ou “Gewerbe”, dependendo da atividade, e contribuições obrigatórias incluem seguro de saúde e previdência, mesmo para autônomos
- No Reino Unido, freelancers podem atuar como “self-employed”, mas regras como o IR35 determinam se serão tratados como empregados para fins de impostos e benefícios
- Nos Estados Unidos, esses trabalhadores devem pagar impostos de autônomo (“self-employment tax”), que incluem Social Security e Medicare, e empresas podem ser multadas por classificação incorreta
É importante lembrar – no Brasil, a CLT estabelece quatro critérios claros para definir se a relação é de emprego:
- Subordinação – o trabalhador recebe ordens diretas da empresa
- Pessoalidade – somente aquela pessoa pode executar a função
- Onerosidade – há remuneração fixa, normalmente mensal
- Habitualidade – o serviço é prestado de forma contínua, não eventual
Tanto aqui como lá fora, um dos maiores riscos na contratação PJ (ou seu equivalente internacional) é o da classificação incorreta (“misclassification”). Isso acontece quando um trabalhador é tratado como PJ, mas legalmente deveria ser considerado empregado – porque, na prática, cumpre os quatro critérios referidos.
É um erro comum com penalidades graves: multas onerosas, cobrança retroativa de impostos, pagamento de benefícios e até ações judiciais. É também uma das principais razões para empresas tanto no Brasil como no exterior se preocuparem com a conformidade na contratação.
Atenção também aos riscos de contratações irregulares de PJ internacional. Além de garantir contratos alinhados às normas locais, empresas brasileiras que optam por contratação PJ no exterior podem ter obrigações adicionais, como verificar a necessidade de:
- Retenção de impostos na fonte
- Contribuições sociais obrigatórias
- Estabelecimento de entidade legal registrada (ou EOR) naquele país, para afastar os riscos do estabelecimento permanente
Resumindo? Conhecer a legislação local e investir em práticas de compliance através de plataformas globais como a Deel são tarefas essenciais para empresas que querem reduzir riscos e crescer com segurança.

Impacto financeiro da contratação PJ: custos e riscos
Expandir um negócio implica tomar decisões estratégicas – e decidir qual é o tipo certo de contratação para montar sua equipe com compliance é uma delas.
Para muitas empresas brasileiras, a contratação PJ parece um atalho óbvio para economizar. O raciocínio é simples:
- O regime CLT acarreta encargos trabalhistas onerosos: FGTS, 13º salário, férias, INSS patronal, RAT (Risco Ambiental do Trabalho) e mais. O custo total para o empregador pode chegar a 102,06% do salário pago.
- Na contratação PJ, a empresa paga apenas o valor acordado no contrato, sem precisar arcar diretamente com benefícios e contribuições previdenciárias. Cabe ao profissional pagar seus próprios impostos e encargos, como o ISS, e cumprir as obrigações acessórias associadas ao regime tributário escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real).
Ou seja, na contratação PJ, os custos indiretos – impostos, benefícios obrigatórios e contribuições sociais – são transferidos ao profissional, que precisa gerenciar suas próprias obrigações fiscais e previdenciárias.
Porém, atenção: essa aparente economia de curto prazo pode esconder sérios riscos a longo prazo.
Como já referido, se um profissional PJ é, na prática, tratado como um empregado, a autoridade trabalhista pode reclassificar a relação como vínculo empregatício. Nesse caso, a empresa pode ser obrigada a pagar retroativamente férias, 13º, FGTS, horas extras, contribuições previdenciárias e multas trabalhistas, além de possíveis indenizações por danos morais. Dependendo do tempo de contrato e do número de profissionais envolvidos, isso pode representar milhões em passivos inesperados.
E não faltam exemplos no Brasil e no exterior:
- Em dezembro de 2024, o TRT-2 (São Paulo) reconheceu vínculo empregatício entre o iFood e entregadores, condenando a empresa a pagar R$ 10 milhões em indenizações
- Na Espanha, a Glovo foi multada em € 57 milhões por ter classificado mais de 7.800 entregadores como autônomos em Madri, embora o Departamento de Trabalho tenha determinado que eram empregados segundo a lei espanhola
- Já nos Estados Unidos, a USPack Logistics foi acusada de classificar motoristas como independent contractors (autônomos) quando, segundo o Fair Labor Standards Act (FLSA), deveriam ter sido tratados como empregados, levando ao pagamento de US$ 575.000 a 62 motoristas para cobrir salários atrasados e indenizações
Além da possível exposição a fraudes, existem os chamados custos invisíveis. A alta rotatividade de PJs – que muitas vezes não têm o mesmo nível de engajamento de um funcionário CLT – pode gerar perda de conhecimento interno, mais gastos com recrutamento e até atrasos em projetos.
Lembre-se: a contratação PJ pode sim oferecer flexibilidade e economia imediata, mas deve ser usada com cautela. O impacto financeiro real só pode ser avaliado considerando também os riscos legais, as obrigações fiscais e os possíveis custos ocultos de longo prazo.
Principais riscos e desafios da contratação PJ
Uma expansão global sem riscos exige cuidados ao contratar profissionais por PJ no exterior e no Brasil. Entenda quais são os principais desafios, e como eles podem ser enfrentados:
Reclassificação e responsabilidades retroativas
Um dos maiores riscos da contratação PJ é a classificação incorreta. A reclassificação de um prestador de serviços como empregado pode resultar em responsabilidades retroativas significativas, como já vimos. A “pejotização” não é penalizada apenas com multas pontuais – pode gerar processos judiciais, pagamento de indenizações milionárias e impacto financeiro de longo prazo. Casos como os da Glovo (Espanha) e USPack Logistics (EUA) mostram que grandes empresas enfrentaram multas significativas e tiveram de regularizar centenas de funcionários. A atenção a contratos, escopo de trabalho e compliance é fundamental para evitar esse tipo de problema.
Fraude e riscos de pagamento em contratações internacionais
Ao optar pela contratação PJ em diferentes países, as empresas enfrentam desafios adicionais. A falta de familiaridade com os sistemas bancários locais, regulamentações fiscais e práticas de pagamento pode levar a erros, atrasos e até fraudes. Pagamentos incorretos facilmente podem gerar penalidades legais, problemas de auditoria e insatisfação dos colaboradores. Por isso, estabelecer processos robustos de verificação é crucial. Muitas empresas optam por utilizar plataformas confiáveis para contratação PJ que centralizam processos, garantem conformidade e reduzem riscos de falhas humanas ou erros de cálculo.

Impacto reputacional na marca empregadora
A forma como uma empresa trata seus colaboradores reflete diretamente na sua reputação. Práticas de contratação PJ inadequadas ou injustas podem prejudicar a imagem, afetando sua capacidade de atrair e reter talentos. Afinal, funcionários descontentes ou contratos mal estruturados podem gerar repercussões negativas na mídia e nas redes sociais, afetando inclusive a percepção de parceiros de negócios. Empresas conhecidas por cumprir normas trabalhistas e oferecer condições justas ganham vantagem competitiva e preservam a marca empregadora.
Falta de escalabilidade ao depender exclusivamente de PJs
Embora a contratação PJ ofereça flexibilidade e custos iniciais menores, depender apenas desse modelo limita a escalabilidade. Profissionais PJs podem:
- não estar disponíveis em tempo integral
- ter múltiplos clientes
- não se alinhar completamente com a cultura da empresa.
Além disso, gerenciar um time global de PJs pode ser mais complexo, exigindo esforço extra em coordenação e comunicação. Soluções como Employer of Record (EOR) ou Contractor of Record (CoR) podem ajudar empresas a escalar com segurança, mantendo o compliance e simplificando a gestão de pessoas.
Quando escolher a contratação PJ? Entenda as vantagens
Agora que você já conhece os riscos, vamos explorar algumas das vantagens de contratar PJ para negócios internacionais ou nacionais. Afinal, há situações em que a contratação PJ – quando bem estruturada – pode sim ser a melhor alternativa para a sua empresa.
Projetos de curto prazo, consultoria ou funções altamente especializadas
Um dos cenários mais comuns em que a contratação PJ faz sentido é em projetos temporários ou consultorias específicas. Por exemplo, uma empresa pode precisar de um desenvolvedor sênior para implementar uma nova plataforma em três meses, ou de um consultor financeiro para reestruturar processos internos. Ao contrário da contratação direta (CLT), a contratação PJ permite acessar talentos qualificados rapidamente, sem criar vínculo empregatício prolongado. Contratos bem elaborados reduzem o risco de reclassificação e garantem que o profissional entregue resultados sem gerar obrigações trabalhistas permanentes.
Startups globais à procura de agilidade e flexibilidade de custos
Empresas em crescimento acelerado, como startups, muitas vezes precisam contratar rápido e em diferentes países. A contratação PJ permite ajustar a equipe conforme a demanda, sem os custos fixos e encargos normalmente associados aos contratos CLT. Esse modelo é particularmente útil em mercados internacionais, onde abrir uma filial ou subsidiária para cada país pode ser custoso e demorado. Com PJs ou soluções como Contractor of Record (CoR), empresas podem escalar globalmente de forma ágil, mantendo controle financeiro e compliance.
Cenários de baixo risco quando bem estruturados
Mesmo com todos os benefícios, é fundamental que a contratação PJ seja bem estruturada – e isso implica elaborar contratos claros, com escopo definido e alinhamento às leis locais. Quando esses cuidados são tomados, o risco de problemas trabalhistas diminui significativamente. Para isso, é importante estabelecer termos detalhados sobre remuneração, entregas e responsabilidades, além de garantir que o PJ não esteja sujeito a ordens diretas típicas de um empregado. É a principal proteção das empresas contra os riscos da classificação incorreta. Ao respeitar as questões legais na contratação de PJ internacionalmente ou localmente, esse modelo se torna uma opção eficiente e segura, permitindo aproveitar vantagens fiscais e operacionais sem comprometer o compliance.
Não esqueça: a contratação PJ é ideal para situações que exigem especialização, flexibilidade e agilidade, principalmente em contextos de crescimento rápido ou projetos temporários. Quando bem estruturada, ela combina benefícios financeiros e operacionais – e pode se tornar uma estratégia sustentável, tanto no Brasil quanto no exterior.

Alternativas à contratação PJ para negócios globais
Ainda que a contratação PJ ofereça flexibilidade e economia em alguns cenários, ela nem sempre é a melhor opção.
Para muitas empresas, principalmente aquelas com operações mais estáveis no Brasil, o contrato CLT continua sendo a escolha mais segura. Além de reduzir o risco de reclassificação ou disputas trabalhistas, o regime CLT garante direitos claros para os funcionários e protege a empresa de problemas legais. Costuma ser o modelo de contratação ideal para funções permanentes ou estratégicas, com níveis hierárquicos ou carga horária pré-estabelecida, por exemplo.
Quando o objetivo é contratar internacionalmente sem abrir uma entidade local, soluções modernas como Employer of Record (EOR) e Contractor of Record (CoR) se tornam bastante úteis.
Um EOR permite às empresas:
- Contratar funcionários em outros países de forma totalmente legal e em conformidade com a legislação local
- Manter controle sobre as atividades e entregas do colaborador, enquanto o EOR assume responsabilidades burocráticas como folha de pagamento, benefícios obrigatórios, impostos e compliance trabalhista
- Reduzir riscos drasticamente ao simplificar o processo de expansão global, permitindo a entrada em novos mercados com mais agilidade, sem tomar meses
O CoR funciona de forma parecida, mas é focado em gerenciar a contratação PJ internacional de maneira segura. Empresas que precisam contratar prestadores de serviços no exterior podem usar o CoR para:
- Formalizar contratos
- Gerenciar pagamentos, benefícios e impostos de acordo com a legislação local
- Minimizar riscos de reclassificação ou disputas legais
Com essa ferramenta, fica mais fácil centralizar a gestão de múltiplos PJs e manter um portfólio global com controle, organização e segurança jurídica – sem precisar lidar com fornecedores ou burocracias em cada país.
Entenda as principais diferenças sobre o nível de risco de cada modelo de contratação antes de escolher a alternativa mais adequada para o seu negócio:
| Aspecto | Contratação PJ | Contratação CLT | EOR/Contractor of Record |
|---|---|---|---|
| Flexibilidade | Alta – profissionais podem ter múltiplos clientes | Baixa – empregado dedicado | Alta – contratação rápida e escalável |
| Custos iniciais | Menores – só paga o valor acordado no contrato | Mais altos – encargos sociais, férias, 13º, FGTS | Moderados – pagamento de salário + serviços EOR, sem custos de infraestrutura |
| Risco de reclassificação | Alto – contratos podem ser questionados legalmente | Baixo – empregado formalizado | Muito baixo – EOR assume responsabilidade legal |
| Complexidade administrativa | Alta – múltiplos contratos, impostos e compliance variam por país | Média – folha centralizada, mas com encargos | Baixa – EOR gerencia folha, impostos e benefícios em uma plataforma |
| Escalabilidade internacional | Limitada – PJs podem não se alinhar à empresa, maior rotatividade | Baixa – abertura de filiais ou subsidiárias necessárias | Alta – contratação global sem abrir entidade legal |
| Impacto reputacional | Médio – erros ou atrasos podem gerar reclamações | Baixo – direitos claros | Baixo – conformidade assegurada e gestão transparente |
| Benefícios para funcionários | Limitados – negociados caso a caso | Completos – direito a férias, saúde, aposentadoria | Compatíveis com o mercado local – EOR oferece benefícios legais obrigatórios |
Contratação PJ: checklist e roteiro de decisão
Decidir se a contratação PJ é o caminho certo para a sua empresa não deve ser só uma conta matemática. Os custos importam, claro, mas é preciso avaliar riscos, objetivos de crescimento e o tipo de relação que a empresa quer construir com seus talentos.
Para facilitar, um bom ponto de partida é ter um checklist claro antes de decidir. Avalie:
1. Natureza da função
- A função é permanente e estratégica? → Melhor CLT.
- É temporária, de curto prazo ou especializada? → PJ pode ser mais adequado.
2. Grau de subordinação
- O profissional vai seguir regras rígidas de horário, local e gestão direta? → Isso caracteriza vínculo empregatício (risco de reclassificação).
- Ele terá autonomia sobre como e quando trabalhar? → Mais alinhado ao modelo PJ.
3. Custo total
- Calcule não só o salário, mas também: encargos trabalhistas (CLT), obrigações fiscais e previdenciárias (contratação PJ no Brasil e no exterior), riscos de multas por classificação incorreta.
- Compare curto vs. longo prazo.
4. Regras fiscais e legais locais
- No Brasil: atenção às decisões judiciais sobre pejotização.
- No exterior: verificar se há regimes como IR35 (Reino Unido) ou Freiberufler/Gewerbe (Alemanha), por exemplo.
5. Obrigações contratuais
- Há contrato escrito detalhando serviços, autonomia e limites de responsabilidade?
- Prevê cláusulas de compliance, confidencialidade e propriedade intelectual?
6. Escalabilidade
- Você precisará crescer rapidamente em vários países? PJ pode ser solução temporária, mas EOR e CoR dão mais segurança para expansão global.
7. Reputação e employer branding
- Contratações PJ em excesso podem passar imagem de precarização.
- Vale medir impacto na atração e retenção de talentos.
Ou seja, há muitos fatores para levar em conta. Por isso, antes de bater o martelo, líderes podem se perguntar:
- Essa função é realmente temporária?
- A atividade pode ser feita de forma autônoma, sem subordinação direta?
- Está livre do risco de reclassificação na Justiça do Trabalho?
Se a resposta para todas essas perguntas é sim, então a contratação PJ faz sentido. Mas se surgirem dúvidas, talvez seja hora de considerar outro modelo.
No contexto internacional, também vale checar:
- O país em questão permite que estrangeiros prestem serviços sem abrir empresa local?
- O profissional precisa se registrar como autônomo?
- Quais são as obrigações fiscais e previdenciárias?
- Há riscos de que a relação configure vínculo empregatício?
Ignorar esses detalhes pode custar caro — tanto no bolso como para a reputação da empresa.
Outro ponto essencial é equilibrar custos, compliance e flexibilidade. A contratação PJ pode parecer mais barata no curto prazo porque elimina encargos da CLT. Mas, como mostram vários casos recentes explorados aqui, os custos ocultos de multas, indenizações ou perda de reputação podem superar essa economia inicial.
Por isso, adotar uma estratégia mista pode ser uma boa solução:
a. CLT para funções-chave/permanentes b. PJ para projetos específicos/temporários c. Soluções como EOR ou CoR para expansão global
Para empresas que hoje dependem fortemente de PJs, faz sentido planejar uma transição estruturada. Alguns passos possíveis:
- Mapear funções críticas e identificar quais deveriam migrar para CLT
- Revisar contratos de PJs internacionais e avaliar riscos de reclassificação
- Adotar ferramentas digitais que centralizem folha, contratos e compliance
- Considerar soluções como EOR (para funcionários) ou Contractor (para contratados), que oferecem escalabilidade com segurança jurídica
Seguindo esse framework, líderes conseguem tomar decisões mais conscientes, reduzir riscos e garantir uma expansão sustentável.
Como a Deel simplifica a expansão global da sua empresa
As soluções da Deel já foram testadas e aprovadas por parceiros ao redor do globo, e não é à toa que elas são excelentes aliadas para empresas em expansão.
O Contractor permite contratar e gerenciar contratados independentes de forma segura e eficiente – ou seja, é a ferramenta ideal para empresas que trabalham com PJs no Brasil ou no exterior.
O Contractor of Record (CoR) vai um passo além: atua como empregador formal do contratado, cuidando de todos os aspectos legais e de compliance, principalmente em contratos internacionais. Entre os benefícios dessa ferramenta, se destacam:
- Monitoramento contínuo da conformidade com leis trabalhistas e fiscais
- Pagamentos internacionais seguros e no prazo
- Visibilidade total sobre custos, facilitando o planejamento financeiro e decisões estratégicas para expansão global
Veja o caso da DevSavant. A parceria com o Contractor permitiu à empresa automatizar processos de contratação e reduzir o tempo de onboarding de três semanas para uma. Com isso, a DevSavant contratou mais de 400 profissionais em 15 países da América Latina, economizando US$ 12 mil mensais em custos administrativos e aumentando a eficiência operacional em 77%.
O gerenciamento manual de prestadores de serviços era insustentável para o nosso crescimento. Com a Deel, automatizamos a contratação, o que nos permitiu expandir com confiança para novos mercados e fornecer um serviço mais rápido e eficiente aos nossos clientes.
—Alejandra García,
Diretora de Crescimento da DevSavant
A Retreat é outro exemplo de sucesso. Especializada em organizar eventos corporativos para equipes remotas, a empresa utilizou EOR e Contractor para contratar profissionais globais de forma ágil e segura. Com isso, economizou US$ 60 mil anuais em custos jurídicos, reduziu o tempo de integração de 1–2 semanas para 1–2 dias e otimizou processos administrativos.
Como CEO de primeira viagem, eu não tinha o conhecimento jurídico nem o orçamento para contratar especialistas em todos os países. A Deel cuidou de tudo – assim, pudemos focar em expandir o negócio.
—Shun Yamada,
CEO da Retreat
Expansão global com PJs e compliance? É com a Deel
A contratação PJ pode ser uma ferramenta poderosa para empresas que buscam flexibilidade e agilidade, principalmente em projetos temporários ou funções especializadas. No entanto, esse modelo não é isento de riscos: erros na classificação, descumprimento de obrigações fiscais ou trabalhistas e contratos mal estruturados podem gerar passivos significativos.
Para líderes de empresas de médio porte, o desafio está em equilibrar a economia imediata com a conformidade legal e a proteção da reputação corporativa. Soluções como o Contractor oferecem uma forma segura, escalável e transparente de gerenciar contratados tanto no Brasil como no exterior. Elas garantem pagamentos corretos, compliance contínuo e visibilidade total dos custos, além de permitir que a expansão global ocorra com confiança.
Tudo pronto para contratar e gerenciar contratados com segurança? Agende uma demonstração do Contractor hoje mesmo.

Paula lidera o Marketing da Deel no Latam. Com mais de uma década de experiência em startups, ela já comandou projetos de Inbound Marketing e Inside Sales para mais de 50 empresas. Defensora do trabalho remoto e flexível como o futuro do trabalho, Paula acredita que ele traz de volta a paixão e a humanidade às nossas rotinas, criando pontes entre fronteiras e unindo o mundo do trabalho. Nos intervalos para o almoço, você pode encontrá-la no mar, praticando kitesurf.













