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FGTS, INSS e 13º com EOR: guia para empresas estrangeiras
Contratação internacional
Jurídico & Compliance
Employer of Record

Autor
Paula Machado
Última atualização
27 abril, 2026

Table of Contents
FGTS, INSS e 13º: guia rápido para empresas estrangeiras
Quanto custa um funcionário CLT em 2026? A conta completa
Sem entidade local: por que é inviável (e arriscado)
FGTS, INSS, 13º e mais: como o EOR resolve tudo
EOR vs. entidade própria vs. PJ: qual modelo escolher?
Contrate no Brasil sem abrir entidade com Deel EOR
Principais conclusões
- FGTS, INSS, 13º e férias tornam o custo CLT no Brasil significativamente maior que o salário bruto e exigem conformidade contínua.
- Sem entidade local, empresas estrangeiras enfrentam barreiras operacionais e riscos legais ao tentar contratar diretamente no país.
- Deel EOR simplifica tudo ao centralizar folha, compliance e encargos locais, permitindo contratação rápida e segura no Brasil.
FGTS, INSS e 13º: guia rápido para empresas estrangeiras
Para empresas estrangeiras pesquisando como evitar passivos trabalhistas no Brasil ao contratar funcionários CLT, é essencial entender as obrigações extras. Afinal, elas precisam ser calculadas, pagas e reportadas corretamente todos os meses. Isso evita erros, multas e riscos legais.
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) funciona, na prática, como uma reserva financeira vinculada ao empregado. Todos os meses, a empresa deve depositar 8% do salário bruto em uma conta no nome do trabalhador, administrada pela Caixa Econômica Federal. Esse valor não é descontado do salário – é um custo extra do empregador. O FGTS também incide sobre 13º salário e férias, e sua gestão hoje passa pelo FGTS Digital, integrado ao eSocial.
O INSS é a contribuição previdenciária brasileira, equivalente ao sistema público de seguridade social. Financia benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, licença-maternidade e pensão. No Brasil, há duas partes no custo:
- Desconto do empregado: desconto em folha com alíquotas progressivas entre 7,5% e 14%, limitadas ao teto mensal vigente.
- Contribuição patronal: normalmente cerca de 20% sobre a folha, podendo variar conforme setor e regime tributário.
O 13º salário é um pagamento adicional obrigatório equivalente a um salário extra por ano. Normalmente é pago em duas parcelas: a primeira até novembro e a segunda, até dezembro, com encargos aplicáveis. Para a empresa, isso exige planejamento de caixa no fim do ano, já que a folha desses meses fica maior.
Há ainda Férias + 1/3 constitucional. Após 12 meses de trabalho, o empregado tem direito a 30 dias de férias remuneradas. Além do salário normal, a empresa também deve pagar um adicional de 1/3 do valor das férias. Em outras palavras: no mês de férias, o custo sobe.
Diante da complexidade sobre como cumprir FGTS, INSS e 13º na folha, não é à toa que muitas empresas internacionais usam um EOR no Brasil para administrar cálculos, pagamentos e compliance local sem abrir entidade própria.

Quanto custa um funcionário CLT em 2026? A conta completa
Para muitas empresas estrangeiras, o maior erro ao contratar no Brasil é olhar apenas para o salário bruto. No regime CLT, o valor combinado com o profissional é só o ponto de partida. Encargos obrigatórios, benefícios legais e provisões mensais aumentam de forma relevante o custo real da contratação – e tornam a folha de pagamento brasileira complexa.
Criamos o exemplo prático abaixo para mostrar como atender a legislação trabalhista brasileira pode impactar a folha. Em 2026, um salário de R$ 10.000 por mês pode representar quase R$ 16.000 de custo total mensal para empresas, dependendo do regime tributário e da estrutura da folha. Confira:
| Exemplo prático: salário bruto de R$ 10.000 (empresa no Lucro Real) | |
|---|---|
| Item | Valor mensal estimado |
| Salário bruto | R$ 10.000 |
| INSS patronal (20%) | R$ 2.000 |
| RAT + Sistema S (~8%) | R$ 800 |
| FGTS (8%) | R$ 800 |
| Provisão de 13º salário (8,33%) | R$ 833 |
| Provisão de férias + 1/3 (11,11%) | R$ 1.111 |
| Provisão multa FGTS (4%) | R$ 400 |
| Custo total estimado | R$ 15.944/mês |
Na tabela, além de FGTS, INSS patronal, 13º e férias + 1/3, ainda estão incluídos: RAT + Sistema S (encargos ligados a riscos ocupacionais e financiamento de entidades como SENAI/SESI/Sebrae) e multa do FGTS (provisão usada por empresas para cobrir eventual rescisão sem justa causa).
Resumindo: um salário de R$ 10 mil pode custar quase 60% a mais para o empregador.
Nem toda empresa pagará exatamente esse percentual. Dependendo da atividade econômica, do enquadramento fiscal e dos benefícios aplicáveis, o custo adicional pode variar de aproximadamente:
- +32% sobre o bruto em estruturas mais leves (como alguns casos no Simples Nacional)
- até +67% em cenários mais caros no Lucro Real
O ponto principal para empresas internacionais é: no Brasil, o salário nominal raramente reflete o custo real de contratação para o empregador.
Para evitar surpresas no orçamento, o ideal é calcular a folha completa desde o início – ou recorrer a soluções como Deel EOR. Assim fica mais fácil centralizar encargos como FGTS, INSS e 13º, folha e compliance local sem precisar abrir entidade no país.
Sem entidade local: por que é inviável (e arriscado)
Contratar funcionários no Brasil sem abrir entidade local pode parecer simples no papel, mas na prática esbarra em bloqueios operacionais e riscos jurídicos. No regime CLT, não basta combinar salário e fazer transferências internacionais: o vínculo empregatício exige que as empresas operem dentro da infraestrutura trabalhista e fiscal brasileira.
a) A folha deve rodar em BRL
No Brasil, é impossível operar sem saber como pagar salários em moeda local. Os principais componentes da folha devem ser processados em reais (BRL) e dentro do sistema bancário local. Isso inclui: salário mensal, FGTS, INSS, impostos retidos na folha e benefícios/seguros obrigatórios (quando aplicáveis). Na prática, não existe flexibilidade para pagar em USD, EUR ou por métodos alternativos.
b) Sem CNPJ, tudo trava
Para contratar formalmente, registrar funcionários e recolher encargos como FGTS, INSS e 13º, normalmente é necessário ter CNPJ e conta bancária no Brasil. Sem isso, empresas estrangeiras encontram barreiras imediatas para:
- processar folha localmente
- recolher tributos
- depositar FGTS
- informar admissões/férias/desligamentos
- manter registros exigidos em auditorias
c) O risco jurídico é real
Mesmo sem contrato local, tribunais brasileiros podem reconhecer vínculo empregatício com empresas estrangeiras quando houver subordinação, rotina e exclusividade. Se isso acontecer, a cobrança pode vir de forma retroativa, incluindo: 13º, férias + 1/3, FGTS não recolhido, aviso prévio, multa rescisória sobre FGTS, encargos e possíveis penalidades.
d) Compliance ficou ainda mais detalhado
Com eSocial e FGTS Digital, o governo passou a receber dados trabalhistas de forma mais integrada e detalhada. Em 2026, erros de prazo, cadastro ou cálculo podem gerar impactos imediatos na folha, inconsistências fiscais e retrabalho.
O jeito mais fácil de resolver tudo isso? Empresas globais podem apostar em soluções como Deel EOR para contratar legalmente no Brasil e terceirizar folha, encargos como FGTS, INSS e 13º e compliance local. Tudo com mais velocidade e previsibilidade.
Guia
FGTS, INSS, 13º e mais: como o EOR resolve tudo
Quando empresas estrangeiras querem contratar no Brasil, o maior desafio nem sempre é encontrar talento – e sim lidar com a complexidade da folha local. FGTS, INSS, 13º, férias e outras obrigações legais exigem estrutura, conhecimento local e operação contínua. É aí que o Employer of Record (EOR) faz diferença.
1) Deel atua como empregadora legal
Com o modelo EOR, a Deel contrata o profissional no Brasil por meio de entidade local própria, com CNPJ e estrutura pronta para seguir a legislação brasileira. Isso permite que empresas internacionais tenham funcionários CLT no país sem precisar abrir subsidiária ou montar operação própria.
2) Folha e encargos entram no pacote
Deel EOR administra os principais itens da contratação brasileira, incluindo: cálculo/pagamento de salário em BRL, FGTS, INSS, provisão/pagamento de 13º, férias + 1/3, encargos aplicáveis e rotinas de desligamento. Em vez de lidar com vários fornecedores e dados fragmentados, a empresa centraliza e automatiza tudo em uma única solução.
3) Compliance local contínuo
O EOR também cuida das obrigações acessórias e atualizações regulatórias, incluindo envios ao eSocial, rotinas do FGTS Digital e ajustes legais que impactam a folha brasileira. Isso significa reduzir riscos, retrabalho e exposição jurídica.
4) Experiência para o colaborador
Do lado do profissional contratado, a experiência é de um vínculo formal no Brasil: carteira assinada, benefícios previstos em lei e acesso às proteções trabalhistas do regime CLT, incluindo FGTS, INSS e 13º.
5) Cobrança consolidada
Em vez de administrar folha, tributos e pagamentos separados, a empresa estrangeira recebe uma fatura consolidada da Deel, simplificando orçamento e controle financeiro global.
6) Velocidade para contratar
Outro ganho importante é o tempo. O onboarding no Brasil pode acontecer em cerca de 2–3 dias, acelerando contratações sem abrir mão de compliance.

Framework
EOR vs. entidade jurídica: como escolher a melhor opção para sua expansão internacional
EOR vs. entidade própria vs. PJ: qual modelo escolher?
Escolher como contratar talentos brasileiros legalmente não é só uma decisão operacional: impacta custo, risco e compliance. Cada modelo funciona bem em contextos diferentes, principalmente ao considerar FGTS, INSS, 13º e toda a complexidade da legislação local.
Confira:
| Deel EOR | Entidade Própria | Contractor (PJ) | |
|---|---|---|---|
| Tempo | Dias | 3–6 meses | Imediato |
| CNPJ necessário? | Não | Sim | Não |
| Proteção CLT | Sim | Sim | Não |
| Moeda do salário | BRL | BRL | Escolha do profissional (USD, BRL, cripto) |
| Deel Card | Não disponível (EOR) | N/A | Disponível (contractor Deel) |
| Risco trabalhista | Deel assume | Empresa assume | Risco de reclassificação |
Deel EOR é ideal para contratações estratégicas de longo prazo no Brasil. A Deel atua como empregadora legal via CNPJ próprio, cuidando de toda a estrutura CLT, incluindo FGTS, INSS, 13º, férias e eSocial. Isso reduz riscos jurídicos para empresas estrangeiras e elimina a necessidade de abrir entidade local. Aqui, o profissional tem carteira assinada e todos os direitos trabalhistas brasileiros.
Abrir entidade própria no Brasil faz sentido quando há escala. Em geral, é recomendado para empresas com 10 ou mais contratações locais e compromisso de longo prazo no país. Nesse modelo, a empresa assume toda a operação de folha, incluindo cálculo e recolhimento de FGTS, INSS, impostos e compliance contínuo. O custo e a complexidade são mais altos, mas há controle total da operação.
A contratação PJ é mais flexível e rápida. Funciona bem para trabalhos por projeto ou contratação global sem vínculo CLT. O profissional pode receber em USD, BRL ou outras opções, e, no caso da Deel, contratados têm acesso ao Deel Card e a mais de 10 formas de saque. Aqui não há proteção CLT e existe risco de reclassificação se houver subordinação típica de vínculo empregatício.

Quer entender melhor as opções de recebimento em dólar para contratados? Leia mais: Como receber em dólar do exterior em 2026: guia completo
Contrate no Brasil sem abrir entidade com Deel EOR
O custo CLT vai muito além do salário, e entender como funcionam FGTS, INSS e 13º no Brasil é essencial para empresas estrangeiras que queiram contratar com segurança e previsibilidade. Em 2025, a demanda global por profissionais brasileiros cresceu 53%, refletindo o valor do talento local. Nesse cenário, Deel EOR se torna uma forma prática de contratar rápido, cumprir obrigações e escalar sem precisar abrir uma entidade própria no país – tudo isso sem correr riscos.
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Paula lidera o Marketing da Deel no Latam. Com mais de uma década de experiência em startups, ela já comandou projetos de Inbound Marketing e Inside Sales para mais de 50 empresas. Defensora do trabalho remoto e flexível como o futuro do trabalho, Paula acredita que ele traz de volta a paixão e a humanidade às nossas rotinas, criando pontes entre fronteiras e unindo o mundo do trabalho. Nos intervalos para o almoço, você pode encontrá-la no mar, praticando kitesurf.
















